- O São Paulo acumula R$ 51,1 milhões em dívidas com empresários por comissões de transferências.
- O valor cresceu em relação a 2024 e foi exposto após a reprovação do balanço de 2025 pelo Conselho.
- Entre os credores estão Giuliano Bertolucci, Jorge Mendes e André Cury. Mesmo com pressão financeira, o clube segue em boa fase no Brasileirão.
O São Paulo vive mais um momento delicado financeiramente em sua história recente. De acordo com informações do UOL, o clube acumula uma dívida de R$ 51,1 milhões em comissões a empresários, referentes à intermediação na aquisição de direitos federativos de atletas ao longo dos últimos anos.
O montante representa um crescimento relevante em relação a 2024, quando o passivo com agentes era de R$ 42,4 milhões. Entre os principais credores estão nomes de peso do mercado: a empresa de Giuliano Bertolucci lidera a lista, com R$ 9,5 milhões a receber, seguida pela empresa do ex-empresário de Jonathan Calleri (R$ 5,1 milhões). Também figuram entre os valores devidos as companhias de Jorge Mendes (R$ 4,4 milhões), Paulo Pitombeira (R$ 3,9 milhões) e André Cury (R$ 3,8 milhões).
O cenário financeiro ganhou novos contornos após o Conselho Deliberativo reprovar o balanço orçamentário da temporada 2025, último da gestão do presidente Julio Casares, documento no qual esses valores estavam detalhados.
Além disso, o crescimento dessas obrigações reforça a pressão sobre o fluxo de caixa do clube, que busca equilibrar suas contas ao mesmo tempo em que mantém competitividade esportiva. Nesse contexto, a venda de jogadores passa a ser vista como uma das principais alternativas para gerar receita imediata e aliviar o caixa no curto prazo.
Dentro de campo, no entanto, o desempenho segue positivo. O São Paulo ocupa a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos. A equipe comandada por Roger Machado volta a campo no sábado (18), às 18h30 (horário de Brasília), quando enfrenta o Vasco da Gama, fora de casa, pela 12ª rodada da competição.





