- A poucos meses de mais uma Copa do Mundo, a Nike enfrenta uma série de controvérsias envolvendo suas seleções patrocinadas
- Entre decisões de marketing ousadas e questionamentos sobre qualidade, o cenário pré-torneio da marca tem sido marcado por ruídos fora de campo
- Uma das maiores polêmicas girou em torno da possibilidade de a Seleção Brasileira adotar um inédito uniforme vermelho como segunda camisa
A poucos meses de mais uma Copa do Mundo, a Nike enfrenta uma série de controvérsias envolvendo suas seleções patrocinadas. Entre decisões de marketing ousadas e questionamentos sobre qualidade, o cenário pré-torneio da marca tem sido marcado por ruídos fora de campo.
Uma das maiores polêmicas aconteceu no ano passado, quando a empresa decidiu lançar um inédito uniforme vermelho como segunda camisa para a Seleção Brasileira. A proposta chegou a avançar para o estágio de produção.
No entanto, a reação pública foi imediata. Críticos associaram a cor vermelha a conotações políticas, especialmente ao Partido dos Trabalhadores, legenda do presidente Lula. O debate extrapolou o futebol e ganhou tons ideológicos nas redes sociais.
Diante da repercussão, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud, vetou o projeto, sob o argumento de preservar a identidade nacional.
Outra frente de tensão envolveu o slogan “Vai, Brasa!”, criado pela Nike como parte da campanha promocional dos novos uniformes. A ideia era incorporar a expressão popular aos meiões da equipe.
Mais uma vez, a iniciativa foi rejeitada pela CBF. A decisão reforçou a postura da entidade de evitar qualquer elemento considerado desnecessário ou potencialmente polêmico em um momento de alta visibilidade internacional.
Problemas de design e críticas de atletas
As controvérsias não se limitaram à estética ou à comunicação. Questões técnicas também vieram à tona. Durante amistosos recentes da Data Fifa, jogadores de diversas seleções patrocinadas pela Nike passaram a exibir um efeito incomum nos uniformes: falha na costura na região dos ombros.
O problema, segundo análises e imagens amplamente divulgadas, estaria relacionado à modelagem e à costura. O efeito se intensifica com o movimento dos atletas, criando deformações visíveis no tecido, algo que rapidamente virou alvo de críticas e comparações nas redes sociais.
De acordo com relatos publicados pelo jornal britânico The Guardian, jogadores teriam identificado e reclamado do desconforto e da estética comprometida. Ao todo, 12 das 48 seleções participantes da Copa utilizam material esportivo do Swoosh, o que amplia o alcance do problema.
Tradicionalmente, o período que antecede a Copa do Mundo é marcado por expectativas esportivas e lançamentos de uniformes celebrados pelos torcedores. Desta vez, porém, a Nike vê sua estratégia ser questionada em múltiplas frentes.





