Indústria

Botafogo vive cessar-fogo político e negocia futuro da SAF

Com conflitos encerrados temporariamente, clube avalia propostas de investidores e já sente impactos financeiros no elenco

Foto: André Ricardo/Sports Press Photo/Getty Images

25 de maio de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • O Botafogo vem buscando conter os impactos de uma crise administrativa que já ultrapassa os corredores da SAF e chega ao elenco
  • Representantes do clube associativo e da Eagle Bidco assinaram um acordo que encerra temporariamente os conflitos judiciais envolvendo o controle do futebol alvinegro
  • O entendimento marca uma espécie de “cessar-fogo” e permite que a diretoria se concentre nas propostas apresentadas para aquisição da SAF

O Botafogo vive um momento de reconfiguração nos bastidores enquanto tenta conter os impactos de uma crise administrativa e financeira que já ultrapassa os corredores da SAF e chega ao elenco.

Em meio ao cenário turbulento, representantes do clube associativo e da Eagle Bidco assinaram um acordo que encerra, ao menos temporariamente, os conflitos judiciais envolvendo o controle da SAF alvinegra e abre caminho para negociações sobre um possível novo investidor.

O entendimento marca uma espécie de “cessar-fogo” entre as partes e permite que a diretoria concentre esforços na análise das propostas apresentadas para aquisição da SAF. Apesar da recente decisão do Superior Tribunal de Justiça devolver os poderes políticos à Eagle, o movimento nos bastidores indica uma tentativa de estabilizar o ambiente interno enquanto o clube avalia seu futuro financeiro e esportivo.

Atualmente, três grupos aparecem oficialmente na disputa: a GDA Luma Capital Management, um fundo sediado no Texas e o empresário John Textor, antigo nome forte do projeto alvinegro. Nos bastidores, entretanto, a percepção é de que a GDA Luma desponta como favorita para assumir o controle da SAF, cuja composição acionária segue com 90% pertencentes à Eagle e 10% ao clube social.

Especializada em recuperação de ativos financeiros em dificuldade, a GDA Luma atua no mercado de “distressed assets”, modelo voltado à aquisição de empresas ou patrimônios em crise com potencial de valorização após reestruturação.

Liderada por Gabriel de Alba, a companhia ganhou notoriedade por investimentos em operações de recuperação empresarial, incluindo participação no processo de reestruturação do Cirque du Soleil.

A relação da empresa com o Botafogo não é recente. Foi a própria GDA Luma a responsável pelo empréstimo de US$ 25 milhões buscado por John Textor para reforçar o caixa da SAF no início deste ano, movimento que aproximou o grupo do ambiente político e financeiro do clube.

Enquanto o futuro societário segue indefinido, o reflexo da instabilidade já aparece dentro das quatro linhas. O volante Danilo, recentemente convocado para a seleção brasileira, foi afastado pela diretoria e deve ser negociado após a Copa do Mundo como forma de gerar receita.

Outro nome importante do elenco, o zagueiro Alexander Barboza, campeão brasileiro e da Libertadores em 2024, já teve sua transferência encaminhada para o Palmeiras.

A tendência é de que novas saídas ocorram após a pausa para o Mundial, em um momento no qual o Botafogo tenta equilibrar a necessidade de reorganização financeira com a manutenção da competitividade esportiva.

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