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Chicago Fire anuncia McDonald’s em acordo inédito de naming rights nos Estados Unidos

Estádio avaliado em US$ 750 milhões terá capacidade para 22 mil pessoas e inauguração prevista para 2028

Fotos: Chicago Fire/ Divulgação

13 de maio de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Chicago Fire anuncia McDonald’s Park em acordo inédito de naming rights nos Estados Unidos
  • Estádio avaliado em US$ 750 milhões terá capacidade para 22 mil pessoas e inauguração prevista para 2028
  • Arena poderá receber até 45 grandes eventos anuais, incluindo jogos e shows

O Chicago Fire e o McDonald’s anunciaram o McDonald’s Park, primeiro acordo de naming rights da rede de fast-food nos Estados Unidos para um estádio esportivo profissional. A nova arena específica para futebol do clube será construída às margens do rio Chicago e está avaliada em US$ 750 milhões.

Como parte do contrato, o estádio contará com um restaurante principal do McDonald’s, que ficará aberto ao público durante os 365 dias do ano. A parceria une uma das empresas mais conhecidas da cidade ao principal projeto estrutural do Fire, reforçando a ligação local envolvida na negociação do novo espaço esportivo.

O estádio terá capacidade para 22 mil pessoas e previsão de inauguração para 2028. O acordo de naming rights com o McDonald’s será válido até 2040 e, na prática, terá duração de 14 anos, considerando dois anos iniciais de transição antes da abertura oficial da arena.

Embora os valores do contrato não tenham sido divulgados, fontes ouvidas pela imprensa norte-americana apontam que o acordo está entre os naming rights mais valiosos da MLS em receita anual. A expectativa é que o montante fique abaixo apenas de contratos como os do Inter Miami com o NuBank e do New York City FC com a Etihad, em uma faixa próxima ao acordo de cerca de US$ 10 milhões anuais entre LAFC e BMO.

Segundo revelou o Sports Business Journal, o McDonald’s é atualmente a empresa de capital aberto mais valiosa sediada em Chicago, o que ajudou a transformar a marca em uma candidata natural para o principal ativo comercial ligado ao novo estádio do Fire. O contrato também passou a ser tratado como o maior acordo comercial da história da franquia.

“Quando você olha para o parceiro ideal de naming rights, quer alguém que tenha enorme alcance global e também ligação local”, disse o presidente de operações de negócios do Fire, Dave Baldwin.

“Então, quando montamos essa lista há pouco menos de um ano, identificamos o McDonald’s como um parceiro dos sonhos, e estamos muito honrados e felizes de anunciar hoje a empresa como nossa nova parceira de naming rights”, completou.

Os detalhes da operação do restaurante dentro da arena ainda estão sendo definidos, mas a projeção é que o espaço tenha entre 15 mil e 20 mil pés quadrados, ficando muito acima do tamanho tradicional de uma unidade da rede. Assim como acontece com a maior parte das lojas do McDonald’s, a operação deverá ficar sob responsabilidade de um franqueado.

“O que continua me empolgando é como podemos usar esse espaço físico quase como uma plataforma de mídia para falar sobre nossa marca, nosso papel no esporte e nosso papel na cultura, fazendo com que isso vá muito além desta única localização física”, acrescentou Morgan Flatley, diretora global de marketing e vice-presidente executiva de novos negócios do McDonald’s.

Além de funcionar diariamente, o restaurante também estará disponível aos torcedores durante partidas do Chicago Fire e outros eventos realizados no estádio. O clube trabalha ao lado do McDonald’s e da Levy, empresa responsável pelas concessões da arena, para definir como a marca será integrada à operação de alimentos e bebidas do local.

O acordo também inclui os direitos de apresentação do programa P.L.A.Y.S., iniciativa do Fire voltada ao desenvolvimento gratuito do futebol em escolas públicas de Chicago. Com o investimento da empresa, o projeto deverá ampliar sua atuação de 70 para 140 escolas até 2028, com meta futura de chegar a 280 instituições.

A negociação dos naming rights contou com apoio da Excel Sports Management, com participação de John Nowicki, vice-presidente de parcerias corporativas da empresa, e Goyo Perez, vice-presidente sênior de parcerias corporativas do Fire. Morgan Flatley revelou ainda que o CEO do McDonald’s, Chris Kempczinski, conversou diretamente com Joe Mansueto, proprietário do clube, durante as etapas finais da negociação.

Projetado pela Gensler, o estádio será construído em uma área de 10 acres dentro do The 78, novo empreendimento urbano de 62 acres desenvolvido pela Related Midwest em Chicago. Joe Mansueto financiará de forma privada toda a construção da arena, que contará com cobertura sobre as arquibancadas e gramado natural. A expectativa é que o local receba até 45 grandes eventos por ano, incluindo jogos do Fire e apresentações musicais.

O acordo com o McDonald’s representa mais um avanço comercial do Chicago Fire nos últimos anos. Segundo Dave Baldwin, o clube quadruplicou sua receita de patrocínios nos últimos três anos e espera ampliar esse crescimento com a mudança para o novo estádio.

Além da parceria com o McDonald’s, a franquia já fechou dois dos quatro contratos considerados estratégicos para a arena, embora os nomes ainda não tenham sido divulgados. O clube também renovou recentemente o patrocínio máster com a Carvana e assinou uma parceria fundadora com a SeatGeek.

Mesmo sendo o primeiro projeto de naming rights esportivo do McDonald’s nos Estados Unidos, a empresa já possui histórico de investimentos ligados ao futebol. A marca é patrocinadora de longa data da Copa do Mundo da FIFA e também detém o patrocínio máster da Ligue 1, na França.

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