- A Copa do Mundo de 2026 deve ampliar o interesse pelo futebol no Brasil e reforçar o papel do esporte como um dos principais pontos de conexão entre a população
- Estudo aponta que 83% pretendem acompanhar o torneio, e 40% dizem que assistem a competição mais do que a qualquer outro evento esportivo ao longo do ano
- Parte dos entrevistados afirmam não assistir futebol no dia a dia, mas passam a consumir durante a Copa
A Copa do Mundo de 2026 deve ampliar o interesse pelo futebol no Brasil e reforçar o papel do esporte como um dos principais pontos de conexão entre a população.
O estudo exclusivo “O jogo fora de campo: decisões, marcas e consumo do brasileiro na preparação para a Copa do Mundo 2026”, realizado pela MindMiners, aponta que 83% pretendem acompanhar o torneio, e 40% dizem que assistem a competição mais do que a qualquer outro evento esportivo ao longo do ano.
Mesmo entre quem não tem o hábito de acompanhar futebol, o evento atrai audiência: 20% dos entrevistados dizem não acompanhar o esporte no dia a dia, mas passam a consumir durante a Copa.
“O que vemos é uma expansão temporária da base do futebol. A Copa não fala exclusivamente com fãs do esporte, mas também ativa quem está fora desse universo no cotidiano, transformando o evento em um dos maiores eventos de mobilização nacional”, afirmou Rosana Camilotti, diretora de excelência do cliente e expansão da MindMiners.
O levantamento da MindMiners mostra que o futebol ganha escala durante o evento, mas parte de uma base já relevante: 48% dos brasileiros dizem acompanhar o esporte com frequência, enquanto 31% têm relação ocasional. Ainda assim, a Copa amplia esse engajamento e transforma o consumo esportivo em uma experiência majoritariamente coletiva.
Assistir aos jogos, durante o evento, é principalmente uma experiência compartilhada. A maioria pretende acompanhar as partidas em grupo, seja em casa com amigos e familiares (57%) ou em encontros em outras residências (41%). Já 37% dizem que devem assistir sozinhos, enquanto 22% consideram bares ou espaços públicos.
“O futebol sempre teve esse lado coletivo, mas na Copa isso fica ainda mais forte. O jogo vira um momento de encontro, e a experiência de assistir se divide entre quem está junto e também nas conversas em tempo real”, completa Rosana.
Interesse vai além da Seleção Brasileira
Embora a Seleção Brasileira concentre a maior atenção (56%), o interesse dos brasileiros se estende a outros participantes do torneio. Argentina (32%), França (21%) e Alemanha (19%) aparecem entre as seleções mais acompanhadas pelos brasileiros.
Isso se reflete também no comportamento de audiência: 57% pretendem assistir tanto aos jogos do Brasil quanto de outras equipes, enquanto apenas 29% dizem que vão acompanhar exclusivamente as partidas do Time Canarinho.
TV aberta divide o espaço com o fenômeno CazéTV
A experiência esportiva durante a Copa não se limita às transmissões ao vivo. O estudo aponta que os brasileiros consomem diferentes formatos de conteúdo relacionados ao torneio: 49% acompanham notícias, 34% assistem a análises e comentários e 33% veem os melhores momentos das partidas.
Além disso, 26% não perdem entrevistas com jogadores e 21% assistem a documentários, reforçando o interesse ampliado pelo universo do futebol durante o período.
A Copa de 2026 também evidencia a consolidação de um modelo híbrido de consumo de mídia esportiva. A TV aberta segue como principal canal (77%), mas divide espaço com plataformas digitais, como YouTube (50%) e serviços de streaming (30%).
Nos dispositivos, a televisão permanece dominante (87%), enquanto o celular se consolida como segunda tela, sendo utilizado por 45% dos brasileiros simultaneamente durante os jogos.
Entre os mais jovens, esse movimento é ainda mais evidente: 49% da Geração Z pretendem acompanhar transmissões via CazéTV, enquanto 60% dos boomers seguem priorizando a TV aberta.
“A TV aberta segue como base da audiência, mas já divide espaço com um ecossistema digital cada vez mais relevante. A CazéTV é um bom exemplo dessa mudança, especialmente entre os mais jovens. Hoje, acompanhar a Copa vai além da transmissão: envolve consumir conteúdos, comentar em tempo real e circular entre diferentes plataformas ao longo do jogo”, afirmou a executiva da MindMiners.
Esporte como plataforma de conexão em escala nacional
O estudo da MindMiners reforça que a Copa do Mundo segue como um fenômeno à parte no consumo de esporte no Brasil, ao ampliar a audiência, ativar quem está fora do universo do futebol no dia a dia e distribuir a experiência entre diferentes telas.
Indo além de um evento esportivo, o torneio concentra atenção de milhões de pessoas, organiza rotinas e cria uma das raras ocasiões em que o país acompanha, comenta e consome o mesmo conteúdo ao mesmo tempo.
“A Copa expõe uma mudança importante: a atenção continua massiva, mas o consumo deixou definitivamente de ser centralizado. Entender essa dinâmica é essencial para acompanhar como o público realmente vive o evento hoje”, conclui Rosana.





