Atletas

Debate sobre receitas ganha força e Sabalenka ameaça boicotar Roland Garros

Tenistas pressionam organização e exigem aumento nas premiações

Foto: Robert Prange/Getty Images

06 de maio de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Debate sobre receitas ganha força e Sabalenka ameaça boicotar Roland Garros
  • Tenistas pressionam organização e exigem aumento nas premiações
  • Premiação do torneio francês segue abaixo de outros Grand Slams

Às vésperas de Roland Garros, Aryna Sabalenka indicou que não descarta um boicote ao Grand Slam francês caso não haja progresso nas conversas por uma premiação considerada mais equilibrada entre organização e atletas.

A manifestação ocorre na esteira de um comunicado divulgado no início da semana por nomes relevantes do tênis, que questionam os critérios adotados pelo torneio em relação aos valores distribuídos. Nesse contexto, a a líder do ranking se posiciona como uma das vozes que defendem mudanças no modelo atual, reforçando a pressão por ajustes antes do início da competição.

A bielorrussa afirmou estar aberta a medidas mais firmes e tratou a possibilidade de boicote como concreta. Para ela, essa pode ser a única alternativa para ampliar a participação dos atletas nas receitas geradas pelos principais eventos do calendário.

“Vamos ver até onde podemos chegar. Se o apoio dos jogadores for necessário para o boicote, acho que podemos facilmente nos unir e apoiá-lo hoje, porque algumas coisas me parecem muito injustas”, declarou Sabalenka.

A posição surge mesmo após o torneio em Paris anunciar um aumento de 9,53% na premiação total, que chegará a € 61.723.000, cerca de R$ 363 milhões, valor ainda inferior ao de outros Grand Slams.

Em comparação, o US Open de 2025 distribuiu US$ 90 milhões, aproximadamente R$ 520 milhões, enquanto Wimbledon ofereceu £ 53,5 milhões, na faixa de R$ 360 milhões. Já o Australian Open deste ano alcançou um novo patamar ao registrar premiação de US$ 111,5 milhões em dólares australianos, equivalente a cerca de R$ 396 milhões.

“Quando você vê os números e o que cada jogador recebe, percebe que o torneio depende de nós. Sem os jogadores, não haveria competição nem entretenimento, então é justo que tenhamos uma parcela maior da receita”, completou a número 1 do ranking.

Diante desse cenário, está prevista uma reunião entre representantes dos jogadores e a organização de Roland Garros durante o torneio, com o objetivo de buscar um entendimento sobre o tema. A edição de 2026 está programada para ocorrer em Paris entre 18 de maio e 7 de junho.

Entenda o caso

A poucas semanas do início de Roland Garros, o segundo Grand Slam da temporada convive com um ambiente de cobrança fora das quadras. Parte dos principais jogadores do circuito intensificou a pressão sobre a organização francesa, reivindicando maior participação nas receitas e ampliando um debate que vem ganhando espaço no tênis profissional.

O movimento ganhou força após a divulgação de um manifesto assinado por atletas de destaque, incluindo Jannik Sinner, Novak Djokovic, Coco Gauff e a própria Aryna Sabalenka. No documento, os jogadores apontam insatisfação com o atual modelo de distribuição financeira e levantam questionamentos sobre as condições oferecidas.

A expectativa agora recai sobre as reuniões previstas, que devem indicar se haverá avanço nas negociações ou se, de fato, algum tenista deixará de disputar o torneio caso não haja evolução na premiação destinada aos atletas.

Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT