- No especial “O Business da Copa”, do MKTEsportivo, Erika Dias, COO da N Sports e da NWB, detalhou os planos do Desimpedidos para a Copa do Mundo 2026.
- Segundo a executiva, o projeto buscará resgatar a essência criativa que marcou o crescimento do canal, agora sob comando de Chico Pedrotti e Bolívia.
- A estratégia da NWB envolve uma cobertura mais cultural e comportamental da Copa, explorando os impactos do torneio em United States, Mexico e Canada.
A Copa do Mundo de 2026 será um dos principais pilares da estratégia de retomada do Desimpedidos. Durante participação no especial “O Business da Copa”, do MKTEsportivo, Erika Dias, COO da N Sports e da NWB, revelou que o grupo pretende utilizar o torneio para consolidar o movimento de resgate da identidade original do canal, apostando novamente em formatos criativos, linguagem digital e conteúdos que extrapolam os limites do jogo.
Segundo Erika, o processo de reposicionamento começou ainda no início deste ano, quando a NWB anunciou mudanças na condução editorial do canal e reforçou a presença de nomes históricos ligados à audiência do Desimpedidos.
“Estamos muito animados. Em janeiro, anunciamos esse movimento de retomada do chamado ‘Desimpedidos raiz’. Hoje, o canal está sob o comando do Chico Pedrotti e do Bolívia, que têm uma programação fixa semanal. E, claro, teremos uma programação especial voltada para a Copa do Mundo, algo que eles estão muito empolgados para fazer, porque futebol e Copa fazem parte do DNA do canal. Acho que existe um simbolismo muito forte em fazer esse resgate justamente em um ano de Mundial”, disse.
A executiva destacou que a experiência acumulada em edições anteriores da Copa do Mundo ajudou a moldar a estratégia desenhada para 2026. Mesmo sem possuir direitos oficiais de transmissão em torneios passados, o canal conseguiu construir projetos de grande repercussão a partir de formatos alternativos de cobertura, explorando bastidores, cultura local, comportamento de torcedores e entretenimento.
“Na Copa do Catar, que foi a última edição, eu ainda não estava na empresa, mas conheço bem todo o histórico do projeto. Foram montadas estruturas gigantescas de cobertura, mesmo sem os direitos de transmissão. Era o que a gente brincava de ‘Copa sem Copa’: fazer uma grande cobertura do evento sem poder utilizar imagens oficiais dos jogos. E mesmo assim a entrega funcionava muito bem, justamente porque existe um lado criativo muito forte nesses canais digitais”, comentou Erika.
Para ela, a força do Desimpedidos sempre esteve justamente na capacidade de produzir conteúdo sem depender diretamente das imagens do campo. A lógica editorial construída pelo canal ao longo dos anos permitiu que o projeto desenvolvesse uma identidade própria baseada em humor, comportamento e proximidade cultural com o público jovem.
“Eles já nasceram entendendo como produzir conteúdo sem depender das imagens do campo. Quando começamos a desenhar o que seria o Desimpedidos na Copa de 2026, pensamos muito nisso. Claro que queremos aproveitar o fato de termos direitos ligados à televisão e acesso a determinados espaços, mas sem perder a essência que fez o Desimpedidos se diferenciar por tantos anos. E é justamente esse diferencial que queremos resgatar agora. Se você observar o canal atualmente, o crescimento voltou a ser muito acelerado e bastante interessante”, enfatizou.
A estratégia da empresa para o Mundial envolve justamente equilibrar o acesso proporcionado pelos direitos de transmissão ligados à operação da N Sports com a liberdade criativa que consolidou o Desimpedidos como uma das principais marcas digitais de futebol do país. Segundo Erika, Chico Pedrotti e Bolívia terão autonomia para reinterpretar a linguagem clássica do canal durante o torneio.
“Para essa Copa do Mundo, queremos realmente retomar a essência do Desimpedidos, entender como o canal fazia esse conteúdo lá atrás e como Chico e Bolívia podem explorar isso criativamente hoje. A gente deu liberdade total para eles desenvolverem essa linguagem própria novamente. E ter marcas embarcando nesse momento de retomada torna tudo ainda mais relevante”, destacou.
Além da cobertura esportiva tradicional, a proposta editorial desenhada para a Copa de 2026 passa por um olhar mais amplo sobre os impactos culturais do torneio nos três países-sede. A ideia da NWB é explorar o comportamento das cidades, das torcidas e das diferentes culturas que viverão simultaneamente a competição.
“Precisamos entender o que cada público espera de cada plataforma. O Desimpedidos sempre orbitou o evento esportivo, mas nunca teve como proposta principal ser a fonte imediata da notícia. Quem acompanha o canal já entende isso. O público busca justamente o olhar cultural, divertido e comportamental sobre a Copa do Mundo. É explorar o que acontece no México durante o torneio, como os torcedores vivem aquilo, quais são as conexões culturais entre os países-sede e o Brasil”, comentou.
A executiva acredita que a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá cria uma oportunidade única para ampliar esse tipo de narrativa cultural e comportamental.
“Existe uma curiosidade muito grande sobre como esses três países vão experimentar a Copa, especialmente o México, que é um país latino com muitas similaridades culturais conosco. Esse é o tipo de conteúdo que o público espera do Desimpedidos, e é exatamente isso que queremos resgatar”, finalizou.





