- Donald Trump afirmou que o atual modelo de transmissão da NFL pode “prejudicar o esporte” devido ao alto custo para acompanhar os jogos.
- A liga é alvo de uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre possíveis práticas anticompetitivas em seus acordos de mídia.
- Além das críticas às transmissões, Trump também atacou a nova regra de kickoff criada pela NFL para reduzir riscos de concussão entre jogadores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o atual modelo de distribuição de mídia da National Football League e afirmou que os custos para acompanhar a liga estão se tornando excessivos para parte dos torcedores.
Durante entrevista ao programa “Full Measure”, Trump declarou que o cenário atual pode acabar afastando o público do futebol americano, especialmente diante da necessidade de assinar múltiplas plataformas para assistir à temporada completa da NFL.
“Há pessoas que amam futebol americano, mas não ganham dinheiro suficiente para pagar tudo isso. As empresas estão ganhando muito dinheiro. Poderiam ganhar um pouco menos e deixar as pessoas assistirem”, afirmou o presidente.
Nos últimos anos, a NFL ampliou sua estratégia de distribuição ao fechar acordos com empresas de streaming como Amazon Prime Video e Netflix, além das transmissões tradicionais em canais de televisão. O movimento ajudou a elevar o valor dos contratos de mídia da liga, mas também aumentou a fragmentação do consumo esportivo nos Estados Unidos.
Segundo levantamento publicado pela imprensa norte-americana na temporada passada, um fã precisaria gastar mais de US$ 600 ao ano para ter acesso aos principais jogos da NFL em diferentes plataformas e serviços.
As declarações de Trump acontecem em um momento delicado para a liga. Em abril, surgiram informações de que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para analisar se a NFL estaria adotando práticas anticompetitivas e cobrando valores excessivos dos consumidores por meio de seus acordos de mídia.
A NFL, por sua vez, rejeita as acusações e sustenta que o futebol americano continua sendo amplamente acessível ao público norte-americano. Em comunicado divulgado após o início das investigações, a liga destacou que cerca de 87% de suas partidas são transmitidas em televisão aberta.
O comissário da NFL, Roger Goodell, também defendeu publicamente o modelo adotado pela entidade durante entrevista à ESPN antes do Draft da NFL.
Segundo Goodell, a liga historicamente acompanha as transformações do mercado de mídia e busca novas plataformas para ampliar a conexão com os fãs. O dirigente relembrou, inclusive, a entrada da NFL na televisão por assinatura nos anos 1980, quando passou a transmitir jogos na ESPN.
“É o esporte mais acessível que existe. Mais de 87% dos jogos estão em TV aberta. Além disso, todos os jogos ficam disponíveis nos mercados locais das equipes participantes”, afirmou.
O executivo também destacou que a expansão para novas plataformas cria formatos adicionais de engajamento e ajuda a fortalecer o alcance da NFL entre diferentes públicos e gerações.
Além das críticas ao modelo de mídia da liga, Trump também voltou a questionar a nova regra de kickoff implementada pela NFL em 2024. A alteração modificou o posicionamento dos jogadores nas reposições de bola como parte de um pacote de segurança criado para reduzir colisões em alta velocidade e diminuir o número de concussões.
O presidente classificou o novo formato como “falso” e “impossível de assistir”, afirmando que espera que o futebol universitário não siga o mesmo caminho.






