- A possibilidade de antecipação do GP da Turquia ganhou força nos bastidores da F1 e já é tratada como um dos principais planos de contingência da FIA para a temporada
- A mudança está diretamente ligada às incertezas envolvendo as etapas do Oriente Médio, especialmente Bahrein e Arábia Saudita
- A avaliação é de que a pista turca reúne condições imediatas para receber a categoria, tanto do ponto de vista técnico quanto logístico
A possibilidade de antecipação do GP da Turquia ganhou força nos bastidores da Fórmula 1 e já é tratada como um dos principais planos de contingência da FIA para a temporada.
Inicialmente confirmado apenas para 2027, o circuito de Istanbul Park pode aparecer no calendário já em 2026. A mudança está diretamente ligada às incertezas envolvendo as etapas do Oriente Médio, especialmente Bahrein e Arábia Saudita, que tiveram seus cronogramas comprometidos pelo agravamento do conflito na região.
Nos bastidores, a avaliação é de que a pista turca reúne condições imediatas para receber a Fórmula 1, tanto do ponto de vista técnico quanto logístico. O traçado já é conhecido pelas equipes e foi utilizado recentemente pela categoria, o que facilitaria uma eventual adaptação de última hora.
O próprio presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, admitiu que a entidade considera antecipar o retorno da Turquia caso não seja possível reorganizar as provas originalmente previstas no Oriente Médio. Nesse cenário, Istanbul Park deixaria de ser apenas uma aposta futura e passaria a desempenhar papel estratégico na manutenção do campeonato.
“(Por volta do GP) do Catar, seria possível adiar por uma semana, adiar tudo. Caso contrário, talvez pudéssemos ter a Turquia este ano, se o país concluir a homologação e todas as demais exigências. Estamos consultando os promotores. Trata-se de onde queremos chegar, e vamos tentar facilitar, mas sem sobrecarregar nossa equipe. Isso seria demais”, comentou Ben Sulayem.
A discussão ocorre em paralelo a outras alternativas, como o remanejamento de datas dentro do calendário atual. Ainda assim, a entrada da Turquia é vista como uma solução mais estável, já que evitaria a concentração excessiva de corridas no fim da temporada ou lacunas prolongadas no campeonato.
“Há uma questão mais importante do que apenas o automobilismo. É o nosso modo de vida, são as mudanças, é o estresse nessa área. Se falarmos sobre a liderança local, como governo, a forma como lidaram com a situação, sem retaliar, foi muito sensata”, finalizou.





