- Gianni Infantino anunciou que disputará a eleição da Fifa em 2027 para permanecer na presidência da entidade até 2031.
- O dirigente conta com apoio de confederações da África e da Ásia, mas enfrenta resistência de parte do futebol europeu.
- Durante sua gestão, a Fifa ampliou receitas comerciais com novos torneios e formatos de patrocínio.
Gianni Infantino confirmou que pretende permanecer no comando da Fifa por mais um ciclo. O dirigente suíço, que ocupa a presidência da entidade desde 2016, anunciou durante o Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, que disputará a próxima eleição marcada para março de 2027, no Marrocos.
Caso seja reconduzido ao cargo, Infantino permanecerá à frente da entidade até 2031. O atual presidente foi eleito inicialmente após a saída de Joseph Blatter e posteriormente reconduzido em 2019 e 2023, ambas as vezes sem oposição direta no processo eleitoral.
A possibilidade de um novo mandato envolve também discussões sobre o limite de permanência na presidência da Fifa. Embora os estatutos estabeleçam restrição de três mandatos de quatro anos, Infantino sustenta que o período inicial entre 2016 e 2019 não deve ser contabilizado integralmente, já que assumiu a entidade no meio do ciclo administrativo após a renúncia de Blatter.
Nos bastidores, o dirigente mantém apoio relevante dentro do cenário internacional. A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) já sinalizaram alinhamento à continuidade de sua gestão. Em contrapartida, federações europeias como Alemanha, Noruega e Suécia demonstraram resistência ao presidente, principalmente por posicionamentos adotados ao longo da preparação para a Copa do Mundo do Catar, em 2022.
A aproximação pública de Infantino com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também gerou críticas dentro do ambiente político do futebol internacional, ampliando a divisão entre diferentes federações sobre sua condução institucional.
Apesar das controvérsias, a gestão do suíço é associada ao fortalecimento financeiro da Fifa nos últimos anos. Durante sua presidência, a entidade ampliou receitas comerciais, reformulou competições internacionais e criou novas propriedades globais, como a Copa do Mundo de Clubes em formato expandido, realizada pela primeira vez nos Estados Unidos.





