- A CBF efetuou o pagamento de R$ 80 milhões ao Icasa, valor que, embora significativo, não será imediatamente utilizado pelo clube
- A quantia foi depositada em conta judicial e está vinculada à quitação de uma série de débitos acumulados pelo time ao longo dos anos
- Cerca de R$ 40 milhões serão destinados ao pagamento de honorários advocatícios, incluindo sucumbências e contratos firmados durante o processo
O Icasa finalmente viu um desfecho para a longa batalha judicial contra a CBF. A entidade efetuou o pagamento de R$ 80 milhões ao clube de Juazeiro do Norte, valor que, embora significativo, não será imediatamente utilizado pelo Verdão do Cariri.
A quantia foi depositada em conta judicial e está vinculada à quitação de uma série de débitos acumulados pelo time ao longo dos anos. Do total, cerca de R$ 40 milhões serão destinados ao pagamento de honorários advocatícios, incluindo sucumbências e contratos firmados durante o processo.
O restante será utilizado, principalmente, para cobrir mais de 140 ações trabalhistas movidas contra o Icasa. Até que todas essas pendências sejam resolvidas, o clube não terá acesso direto aos recursos.
O caso remonta à temporada 2013 da Série B do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o time cearense terminou a competição muito próximo do acesso à elite nacional, mas contestou judicialmente um episódio envolvendo o Figueirense.
A alegação afirmava que o adversário havia escalado de forma irregular o jogador Luan Niezdzielski em partida contra o América, mesmo com suspensão vigente.
Inicialmente, a tentativa de reverter o resultado ocorreu na esfera da Justiça Desportiva, com pedido de perda de pontos para o Figueirense. No entanto, o processo acabou prescrevendo.
Diante disso, o Icasa levou a disputa à Justiça Comum, que reconheceu a falha administrativa. Mesmo assim, a CBF prolongou o imbróglio com recursos sucessivos até o desfecho recente.
O impacto financeiro do pagamento foi relevante para a própria CBF. Em relatório divulgado durante Assembleia Geral Ordinária, a entidade apontou um déficit de R$ 182,5 milhões em 2025, sendo que grande parte desse resultado negativo está diretamente ligada ao encerramento da ação envolvendo o Icasa.
As despesas operacionais da confederação cresceram mais de 100% em relação ao ano anterior, impulsionadas por esse e outros compromissos judiciais.





