- O Botafogo avança em discussões sobre a reformulação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) sem a participação do empresário John Textor
- Avaliações internas indicam que a atual conjuntura, marcada por limitações financeiras, tende a dificultar a continuidade do projeto sob sua gestão
- Com isso, o CEO interino da SAF, Durcesio Mello, deve convocar uma Assembleia Extraordinária (AGE), conforme determinação do TJ do Rio de Janeiro
Nos bastidores do Botafogo, avançam discussões sobre a reformulação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) sem a participação do empresário John Textor.
Segundo o “O Globo“, avaliações internas indicam que a atual conjuntura, marcada por limitações financeiras e questões jurídicas envolvendo o investidor no Brasil e no exterior, tende a dificultar a continuidade do projeto sob sua gestão.
Nesse cenário, o CEO interino da SAF, Durcesio Mello, deve convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), conforme determinação do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
A reunião terá como objetivo deliberar sobre alternativas para o futuro da SAF. O presidente do clube associativo, João Paulo Magalhães Lins, pretende apresentar aos sócios a proposta de um grupo interessado em investir na estrutura.
Entre as possibilidades em análise, há negociações com empresas nacionais e internacionais. A GDA Luma Capital Management surge como principal interessada. Liderada por Gabriel de Alba, a gestora atua na aquisição de ativos em dificuldade financeira, com foco em reestruturação e posterior valorização. Entre os investimentos realizados pela empresa está o Cirque du Soleil.
A GDA Luma já possui relação financeira com a SAF do Botafogo, tendo participado da estruturação de um empréstimo de US$ 25 milhões no início do ano. Com o avanço do processo de recuperação judicial, a dívida associada à operação teria atingido aproximadamente US$ 50 milhões.
Até o momento, não há acordo formal firmado entre as partes, embora as tratativas permaneçam em andamento. A possibilidade de manutenção de Textor na estrutura executiva chegou a ser considerada, mas não figura entre as alternativas prioritárias no momento. O entendimento predominante é de que a reestruturação pode ocorrer sem sua permanência.





