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Liberty Media impulsiona receitas com avanço comercial da Fórmula 1 e MotoGP em 2026

Grupo registra crescimento expressivo no início do ano apoiado em novos contratos, expansão de patrocinadores e fortalecimento global das categorias

Foto: Mark Peterson/Reuters

08 de maio de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A Liberty Media registrou receita de US$ 711 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 52%.
  • A Fórmula 1 liderou o crescimento com avanço em patrocínios, mídia e promoção de corridas.
  • A MotoGP também ampliou faturamento, mas ainda enfrenta pressão operacional com custos logísticos.

A Liberty Media apresentou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 com forte avanço nas operações ligadas ao automobilismo. Controladora da Fórmula 1 e da MotoGP, a companhia alcançou receita de US$ 711 milhões no período, resultado 52% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

O desempenho foi puxado principalmente pela Fórmula 1, que segue ampliando receitas comerciais, acordos de mídia e presença global. Já a MotoGP também apresentou crescimento, embora ainda opere sob pressão de custos logísticos e operacionais.

A Fórmula 1 respondeu por US$ 617 milhões da arrecadação total da empresa, crescimento de 53% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo aumento no número de corridas realizadas no trimestre, além da valorização de contratos de transmissão, patrocínios e taxas pagas por promotores dos GPs.

Entre os movimentos comerciais da categoria estão as renovações de acordos de mídia com Sky, Foxtel e beIN, além da entrada de novas marcas no ecossistema da competição, como Marsh, FanDuel e Betway.

A categoria também confirmou o retorno do Grande Prêmio da Turquia ao calendário a partir de 2027. Por outro lado, etapas previstas para Bahrein e Arábia Saudita acabaram impactadas por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O lucro operacional da Fórmula 1 no trimestre chegou a US$ 107 milhões, reforçando a capacidade da categoria de transformar expansão de audiência e engajamento em crescimento comercial.

Na MotoGP, a receita atingiu US$ 94 milhões, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço ocorreu principalmente por novas receitas ligadas a promoção de etapas e acordos de patrocínio.

Apesar disso, a categoria registrou prejuízo operacional de US$ 24 milhões, pressionada pelo aumento de despesas com combustível, transporte e logística após mudanças no calendário da temporada.

Entre os principais movimentos comerciais da MotoGP estão o acordo com a Quint para hospitalidade premium e a renovação dos direitos de transmissão com a ServusTV, da Áustria, até 2030.

A Liberty Media afirma que segue focada na expansão internacional das duas propriedades esportivas, utilizando crescimento de audiência, fortalecimento de plataformas digitais e novos ativos comerciais como pilares da estratégia de longo prazo.

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