Indústria

Liberty Media reverte prejuízo e lucra US$ 64 milhões no início de 2026

Impulsionada pelo crescimento das receitas da Fórmula 1 e da MotoGP, empresa registrou alta de quase 60% no faturamento do primeiro trimestre

Foto: Mark Thompson/Getty Images

10 de maio de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A Liberty reverteu o prejuízo registrado no mesmo período do ano passado e fechou o primeiro trimestre com lucro de US$ 64 milhões
  • O avanço foi acompanhado por um crescimento expressivo nas receitas, que saltaram de US$ 447 milhões para US$ 711 milhões entre janeiro e março
  • A principal fonte de receita segue sendo a Fórmula 1, responsável por US$ 617 milhões do faturamento total da companhia no trimestre

A Liberty Media começou o ano fiscal de 2026 em alta. A empresa, responsável pelo controle comercial da Formula 1 e da MotoGP, reverteu o prejuízo registrado no mesmo período do ano passado e fechou o primeiro trimestre com lucro de US$ 64 milhões.

No mesmo intervalo de 2025, o grupo havia apresentado perdas de US$ 67 milhões. O avanço foi acompanhado por um crescimento expressivo nas receitas, que saltaram de US$ 447 milhões para US$ 711 milhões entre janeiro e março deste ano, alta próxima de 60%.

A principal fonte de receita segue sendo a Fórmula 1, responsável por US$ 617 milhões do faturamento total da companhia no trimestre. Já a MotoGP contribuiu com US$ 94 milhões, enquanto a divisão corporativa adicionou outros US$ 6 milhões ao caixa do conglomerado.

Segundo o relatório financeiro da empresa, o desempenho da F1 foi favorecido pelo calendário mais movimentado no início da temporada. Entre janeiro e março, foram disputados três Grandes Prêmios, contra apenas dois no mesmo período do ano anterior. As chamadas receitas primárias da categoria ficaram próximas de US$ 500 milhões.

O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, destacou o crescimento das operações comerciais e o fortalecimento de parcerias estratégicas. De acordo com o dirigente, a categoria teve um começo positivo na colaboração com a Apple nos Estados Unidos, além da renovação de um acordo de longo prazo com a Sky e novos contratos com instituições como a Standard Chartered e a Marsh.

Na MotoGP, o número de corridas no trimestre permaneceu igual ao de 2025, com três etapas realizadas. Ainda assim, a categoria manteve o foco na ampliação de sua presença internacional.

O CEO da MotoGP, Carmelo Ezpeleta, afirmou que a estratégia segue concentrada na expansão global da competição, com investimentos contínuos em todas as áreas comerciais.

Em meio às mudanças estruturais promovidas pela Liberty Media, nos últimos dias, o portal espanhol SoyMotor noticiou que Christian Horner, ex-chefe de equipe da Red Bull, é um nome forte para assumir a liderança executiva da categoria.

Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT