- Ao longo de décadas, a Coca-Cola construiu uma relação consistente com a Copa do Mundo, marcada por produtos exclusivos e campanhas que dialogam com um público global
- Nessa longeva parceria, a marca vem buscando explorar o vínculo emocional entre futebol, consumo e memória
- Além de colecionáveis, a Coca-Cola também aposta em experiências globais, como o tour da taça e trilhas sonoras icônicas
Ao longo das décadas, a Coca-Cola construiu uma relação consistente e estratégica com a Copa do Mundo FIFA, marcada por produtos exclusivos e campanhas que dialogam diretamente com a cultura do futebol e o comportamento dos torcedores.
A primeira aproximação da marca com o torneio ocorreu ainda na edição de 1950, realizada no Brasil. Na ocasião, a empresa veiculou seu primeiro anúncio fazendo referência direta à competição, reconhecendo o potencial de alcance global do evento.
Apesar desse movimento inicial, o vínculo formal só seria estabelecido décadas depois. O primeiro patrocínio oficial da Coca-Cola veio apenas em 1978, na Argentina, quando a companhia lançou uma garrafa personalizada com a identidade visual da competição, marco que consolidaria sua presença nas Copas seguintes.

Ainda em 1978, a empresa introduziu uma de suas primeiras grandes ações promocionais ligadas ao torneio. Coca-Cola e Fanta passaram a estampar tampas de garrafas com os rostos dos jogadores da Seleção Brasileira, sob o slogan “em cada tampinha, um craque”.
A campanha incentivava o uso das tampinhas em partidas improvisadas de “tecobol”, espécie de jogo de tabuleiro que simulava partidas de futebol, ampliando o engajamento do público infantil e juvenil.

Nos anos seguintes, a marca manteve a estratégia de colecionáveis como forma de conexão com os consumidores. Um dos exemplos mais emblemáticos surgiu na Copa de 1998, na França, com o lançamento dos “minicraques”.
A coleção reunia 25 bonecos de aproximadamente sete centímetros, representando jogadores de diferentes seleções. Entre eles, destacava-se um trio especial com Ronaldo, Romário e Dunga em uma base única, que se tornou um dos itens mais lembrados da campanha.

Na mesma linha, a Coca-Cola também lançou os “futgudes”, série composta por 38 peças colecionáveis. Dessas, 36 traziam rostos de jogadores, enquanto duas apresentavam variações especiais: uma com o símbolo da marca e outra com um trio formado por Ronaldo, Romário, que não disputaria aquela edição, e Júnior Baiano.
A atuação da empresa não se limitou a produtos físicos. Em 2006, durante a Copa da Alemanha, a Coca-Cola promoveu o primeiro tour global do troféu do torneio, levando a taça a 31 países ao longo de três meses.
A iniciativa se consolidou como tradição nas edições seguintes, ampliando a experiência dos fãs ao redor do mundo. Na mesma edição, a marca também inovou ao lançar embalagens em formato de bola de futebol, reforçando o vínculo visual com o evento.
Já em 2010, na África do Sul, a Coca-Cola investiu no campo musical como estratégia de engajamento. A empresa encomendou a canção “Wavin’ Flag”, interpretada pelo artista somali K’Naan. A música rapidamente se popularizou e tornou-se um dos principais símbolos sonoros daquela Copa, evidenciando o potencial das campanhas integradas entre esporte e entretenimento.
Outro exemplo relevante são as mini garrafinhas, originalmente lançadas nos anos 1980 sem ligação direta com o torneio. O produto ganhou uma edição especial durante a Copa de 2014, no Brasil.
Inicialmente feitas de vidro e acompanhadas por engradados plásticos em miniatura, as garrafas passaram, nessa edição, a ser produzidas em alumínio. Foram lançados 18 modelos, com estampas de países que já sediaram o Mundial e designs inspirados na cultura brasileira.

Para a Copa do Mundo de 2026, a Coca-Cola mantém sua estratégia de ativação associada ao hábito de colecionar. A operação no Brasil inclui uma parceria com a Panini, licenciada oficial da FIFA para álbuns e cards.
A ação promocional prevê a distribuição de figurinhas temáticas do álbum do torneio na compra de produtos selecionados da marca, reforçando a conexão histórica entre o consumo de bebidas e a tradição de colecionáveis que acompanha a principal competição do futebol mundial.




