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Messi se torna o segundo jogador de futebol em atividade a atingir patrimônio bilionário

Craque argentino agora faz parte da lista que até então contava apenas com Cristiano Ronaldo

Foto: Marcelo Endelli/ Getty Images

26 de maio de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Messi se torna segundo jogador de futebol em atividade a atingir patrimônio bilionário
  • Craque argentino agora faz parte da lista que até então contava apenas com Cristiano Ronaldo
  • Mudança para os Estados Unidos ampliou oportunidades comerciais de Messi

A trajetória de Lionel Messi dentro do futebol ganhou um novo capítulo fora dos gramados. Após mais de duas décadas de carreira e uma sequência de conquistas por clubes e pela seleção argentina, o atacante alcançou patrimônio líquido superior a US$ 1 bilhão, segundo dados do Bloomberg Billionaires Index. O cálculo considera impostos, movimentações de mercado, investimentos e contratos comerciais construídos ao longo da carreira.

Aos 38 anos, o argentino acumula mais de US$ 700 milhões em salários e bônus desde 2007, de acordo com levantamento da Bloomberg. O novo patamar financeiro coloca Messi em um grupo restrito do esporte global e o transforma no segundo jogador de futebol em atividade a atingir a marca bilionária, ao lado de Cristiano Ronaldo, que se tornou o primeiro atleta do futebol a alcançar esse nível patrimonial no ano passado, quando tinha 40 anos. Atualmente, o português está com 41 anos.

Messi e CR7: duas estratégias, um mesmo destino bilionário

O movimento também ajuda a ilustrar como a construção financeira de grandes atletas mudou nas últimas décadas. Se CR7 consolidou sua trajetória empresarial impulsionado por acordos comerciais em diferentes segmentos e forte presença publicitária, Messi percorreu um caminho mais gradual fora dos campos. Nos primeiros anos de carreira, o potencial comercial do argentino não acompanhava o mesmo ritmo do desempenho esportivo.

Esse cenário passou por mudanças recentes. Sob orientação do pai, Jorge Messi, a estrutura empresarial ligada ao jogador ampliou presença em diferentes frentes. O atual contrato com o Inter Miami, acordos ligados a receitas de transmissão, investimentos no mercado imobiliário e participação em uma rede de restaurantes argentinos ajudaram a fortalecer a construção patrimonial do atleta.

A marca bilionária poderia ter sido atingida antes. Depois de liderar a Argentina no tricampeonato mundial na Copa de 2022, Lionel Messi recebeu proposta estimada em US$ 400 milhões por temporada para atuar no futebol saudita.

“O dinheiro nunca foi um problema para mim, nem um obstáculo em nada… Se fosse por dinheiro, eu teria ido para a Arábia Saudita ou para outro lugar”, explicou o argentino em entrevista ao Mundo Deportivo naquele ano.

Em vez de seguir para a Saudi Pro League e fechar com o Al-Nassr, Messi optou pela transferência para o Inter Miami. Pouco depois, Cristiano Ronaldo também reforçou o movimento do futebol saudita ao firmar contrato avaliado em mais de US$ 200 milhões anuais.

O novo jogo bilionário fora das competições

No passado, atingir patrimônios bilionários apenas com a carreira esportiva era algo inatingível. Nas últimas décadas, porém, a indústria do esporte ampliou receitas, fortaleceu acordos comerciais e abriu novas oportunidades de investimento, transformando a forma como grandes atletas constroem patrimônio. Em muitos casos, a maior parte da fortuna passou a ser consolidada fora das competições e até mesmo após o encerramento das carreiras.

Roger Federer é um exemplo desse movimento. O ex-tenista acumulou mais de US$ 130 milhões em premiações ao longo da trajetória nas quadras, mas viu sua riqueza crescer de forma mais significativa após adquirir uma participação de 3% na marca suíça On, especializada em artigos esportivos.

Caminho semelhante foi seguido por Michael Jordan. Embora tenha figurado entre os principais nomes da NBA e recebido menos de US$ 100 milhões em salários ao longo da carreira, o ex-jogador ampliou seu patrimônio principalmente por contratos comerciais e pela participação acionária no Charlotte Hornets. Uma pesquisa divulgada neste ano ainda apontou Jordan na liderança do ranking global de ex-atletas bilionários, reforçando como investimentos e negócios ganharam peso crescente na construção de patrimônio no esporte moderno.

Nos últimos anos, a valorização dos contratos esportivos, criou um cenário diferente. Os principais atletas de futebol passaram a reunir cifras suficientes para atingir patrimônios bilionários sustentados principalmente pelos próprios ganhos ligados à atividade esportiva.

O novo capítulo comercial da carreira de Messi nos EUA

A chegada de Messi ao futebol dos Estados Unidos também abriu espaço para modelos comerciais diferentes dos formatos tradicionais. O acordo com o Inter Miami incluiu mecanismos pouco comuns no mercado esportivo, entre eles uma opção de participação acionária no clube. A equipe tem entre seus proprietários David Beckham, ex-jogador que recentemente se tornou o primeiro esportista bilionário da história do Reino Unido.

O crescimento do Inter Miami também acompanha esse movimento. Segundo dados da Sportico, o valor de mercado da franquia subiu mais de 20% até fevereiro e atingiu aproximadamente US$ 1,45 bilhão. Atualmente, o clube ocupa a posição de time de futebol mais valioso dos Estados Unidos e aparece no top 20 global.

A mudança para os Estados Unidos ainda ampliou as possibilidades comerciais envolvendo o argentino. Segundo o The Athletic, durante as negociações que antecederam sua chegada à MLS, liga e Apple discutiram um modelo que permitiria ao jogador receber parte das receitas geradas por novas assinaturas do MLS Season Pass, pacote de streaming da Apple TV+.

Decisivo dentro de campo desde o início da carreira, Messi também fortaleceu sua presença como ativo comercial global. Entre salários, investimentos, acordos estratégicos e novos formatos de receita, o argentino amplia uma trajetória bilionária que ainda segue em construção.

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