- No especial “O Business da Copa”, Erika Dias, COO da N Sports e da NWB, detalhou a estratégia multiplataforma criada para a cobertura da Copa 2026.
- A executiva destacou que a parceria com o SBT combinará TV aberta, TV fechada, streaming e redes sociais em uma operação integrada inédita no torneio.
- Além das transmissões, a NWB também desenvolverá conteúdos culturais e de entretenimento para mostrar os impactos da Copa nos EUA, México e Canadá.
A Copa do Mundo de 2026 marcará a expansão do torneio para três países-sede e 48 seleções, e também uma mudança relevante na maneira como o evento será distribuído e consumido no Brasil. Durante participação no especial “O Business da Copa”, do MKTEsportivo, Erika Dias, COO da N Sports e da NWB, revelou detalhes da operação criada em parceria com o SBT para a transmissão do torneio.
Segundo a executiva, a proposta vai além de uma divisão tradicional de direitos e nasce com o objetivo de construir uma experiência integrada entre diferentes plataformas de mídia, unindo televisão, streaming e produção digital em uma mesma estratégia de distribuição.
“A gente chama de consórcio essa parceria que construímos N Sports com o SBT. A ideia é justamente entregar uma Copa do Mundo verdadeiramente multiplataforma. Estamos unindo TV aberta, TV fechada, streaming e também as plataformas digitais e redes sociais distribuindo conteúdo ao mesmo tempo. É a primeira vez que vemos algo nesse formato dentro de uma Copa do Mundo”, comentou Erika.
O modelo desenhado pelas empresas busca explorar o alcance massivo da televisão aberta aliado ao comportamento de consumo digital das novas audiências. Na avaliação da executiva, a complementaridade entre os perfis das companhias cria uma oportunidade de ampliar o alcance da cobertura e estabelecer diferentes linguagens para públicos distintos.
“Trabalhar com o SBT, que tem toda a tradição e o legado de décadas na televisão brasileira, junto da NWB, que nasceu no digital, cria uma combinação muito interessante. Além disso, temos a televisão por assinatura, já que nossos direitos também incluem esse segmento. Então existe uma união de forças, de talentos e de linguagens diferentes. Você tem o Galvão Bueno representando a NWB e o Tiago Leifert trazendo toda a conexão com o SBT”, comentou Erika.
A presença de nomes históricos da televisão esportiva brasileira, somada à linguagem digital construída pela NWB nos últimos anos, faz parte da estratégia para criar uma cobertura capaz de dialogar com diferentes gerações de espectadores. A ideia é que o projeto consiga reunir tanto o público tradicional da TV quanto consumidores habituados a conteúdos mais rápidos, interativos e distribuídos nas plataformas digitais.
“Nossa proposta é justamente criar uma transmissão multigeracional, capaz de conversar com diferentes públicos. Queremos unir a tradição do SBT com a linguagem mais dinâmica e digital da NWB. Teremos uma cobertura completa in loco, com cinco equipes espalhadas entre Estados Unidos, México e Canadá acompanhando tudo de perto”, comentou Erika.
Operação com foco no entorno cultural
Além da cobertura oficial ligada aos direitos de transmissão, a NWB também prepara uma operação paralela voltada ao entorno cultural da Copa do Mundo. A estratégia envolve marcas do grupo, como Desimpedidos, focadas em entretenimento, comportamento e linguagem digital.
Segundo Erika, o objetivo é ampliar a narrativa da Copa para além do campo e explorar como o torneio impactará a rotina, a cultura e o ambiente social dos três países-sede.
“Além disso, teremos uma cobertura paralela feita pela NWB, nossa outra operação, que inclui, por exemplo, o desimpedidos. Será um conteúdo complementar, sem utilização direta dos direitos de transmissão, mas muito focado no entorno da Copa do Mundo. É uma abordagem mais cultural, mais ligada ao entretenimento, ao humor e ao que acontece fora das quatro linhas”, comentou Erika.
A executiva destacou ainda que a realização simultânea da competição em três países cria uma oportunidade rara de produção editorial e aproxima a cobertura de um olhar mais amplo sobre o impacto cultural do evento. Diferentemente de edições anteriores concentradas em um único território, a Copa de 2026 deverá apresentar dinâmicas distintas entre Estados Unidos, México e Canada, cenário que também estará no centro da estratégia da NWB.
“A Copa não se resume apenas ao jogo. Desta vez, teremos três países vivendo o torneio ao mesmo tempo. Então queremos mostrar também como Estados Unidos, México e Canadá serão impactados pela competição. O Brasil já viveu isso e tem uma relação muito natural com o futebol, o país praticamente para durante uma Copa. Agora queremos entender e mostrar como essas diferentes culturas vão experimentar esse momento”, finalizou.





