- A Premier League prepara uma reformulação significativa em seu modelo de Fair Play Financeiro para os próximos anos
- As novas medidas entram em vigor a partir da temporada 2026/2027 e pretendem reduzir excessos nos gastos com salários e agentes
- A iniciativa, votada no fim do ano passado, visa aumentar a sustentabilidade econômica das equipes
A Premier League decidiu endurecer o controle financeiro sobre os clubes ingleses e prepara uma reformulação significativa em seu modelo de Fair Play Financeiro para os próximos anos.
As novas medidas, aprovadas pelos dirigentes da liga no fim do ano passado, entram em vigor a partir da temporada 2026/2027 e pretendem reduzir excessos nos gastos com salários e agentes, além de aumentar a sustentabilidade econômica das equipes.
O atual sistema de controle financeiro da Premier League existe desde 2013, mas sofreu críticas ao longo da última década por permitir interpretações flexíveis das regras. Na prática, diversos clubes conseguiram operar acima dos limites previstos sem sofrer punições severas, principalmente por meio de manobras contábeis e receitas extraordinárias.
Hoje, as chamadas Regras de Custo do Elenco (SCR) autorizam os clubes a acumularem prejuízos de até £ 105 milhões em um período de três temporadas, equivalente a cerca de £ 35 milhões por ano. Apesar do teto estabelecido, o crescimento acelerado das receitas de televisão e investimentos externos elevou os gastos do futebol inglês a níveis recordes.
Diante desse cenário, os dirigentes aprovaram uma atualização das normas financeiras no fim do ano passado. O novo modelo combina a SCR reformulada com uma Regra de Sustentabilidade de Curto e Longo Prazo (SSR), considerada mais rígida e alinhada às exigências econômicas do futebol europeu.
Pelas novas diretrizes, os clubes poderão destinar no máximo 85% de sua receita líquida, somada aos lucros obtidos com transferências de jogadores, para despesas com salários e comissões de empresários. A intenção é impedir que folhas salariais inflacionadas coloquem em risco a saúde financeira das instituições.
Na temporada 2024/2025, os clubes da Premier League gastaram mais de € 9,2 bilhões apenas nesses dois setores. Com a nova regra, o limite permitido passaria a ser de aproximadamente € 7,82 bilhões, forçando parte das equipes a rever contratos, estratégias de mercado e investimentos futuros.
A mudança também representa um recado direto às equipes com maior poder econômico, que dominaram o mercado de transferências nos últimos anos. A expectativa da liga é criar um ambiente mais equilibrado financeiramente, evitando casos de endividamento excessivo e fortalecendo a competitividade do campeonato no longo prazo.





