- A WNBA vive forte valorização e entra em nova fase no mercado esportivo.
- Na última temporada de 2025, as franquias da WNBA somaram US$ 407 milhões em receita (R$ 2,03 bilhões), com média de US$ 31 milhões por equipe, segundo a Sportico.
- Mesmo atrás de ligas como a NBA e a NFL, a WNBA se destaca pelo rápido crescimento e pelo alto potencial de valorização.
A WNBA vive o maior ciclo de valorização de sua história e consolida um novo patamar dentro da indústria esportiva global. Em meio ao avanço estrutural da liga (que inclui melhorias nos contratos das atletas, expansão comercial e aumento de audiência) o basquete feminino norte-americano se transforma em um ativo cada vez mais atrativo para investidores.
Na temporada de 2025, as 13 franquias da liga geraram US$ 407 milhões em receita (R$ 2,03 bilhões), com média de US$ 31 milhões por equipe (R$ 155 milhões). O número já representa um salto relevante, mas o próximo movimento tende a ser ainda mais significativo: a partir de 2026, a WNBA passará a contar com novos contratos de direitos de mídia avaliados em cerca de US$ 281 milhões por ano (≈ R$ 1,4 bilhão), reforçando o papel central da TV e do streaming no crescimento da liga.
Esse avanço financeiro se reflete diretamente na valorização das franquias. Segundo a Sportico, o valor médio das equipes atingiu US$ 427 milhões (R$ 2,13 bilhões), impulsionado por fatores como o aumento de audiência, a chegada de novas estrelas e o fortalecimento do interesse comercial no esporte feminino.
Entre as franquias, o destaque é o Golden State Valkyries, que lidera o ranking com valuation de US$ 850 milhões (R$ 4,25 bilhões), superando equipes tradicionais como New York Liberty e Indiana Fever — um indicativo claro do novo momento econômico da liga.
Ranking das franquias da WNBA (valores aproximados):
• Golden State Valkyries — US$ 850 milhões (R$ 4,25 bilhões)
• New York Liberty — US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões)
• Indiana Fever — US$ 560 milhões (R$ 2,8 bilhões)
• Seattle Storm — US$ 425 milhões (R$ 2,12 bilhões)
• Phoenix Mercury — US$ 420 milhões (R$ 2,1 bilhões)
• Las Vegas Aces — US$ 410 milhões (R$ 2,05 bilhões)
• Los Angeles Sparks — US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões)
• Minnesota Lynx — US$ 355 milhões (R$ 1,77 bilhão)
• Dallas Wings — US$ 325 milhões (R$ 1,62 bilhão)
• Chicago Sky — US$ 320 milhões (R$ 1,6 bilhão)
• Washington Mystics — US$ 310 milhões (R$ 1,55 bilhão)
• Connecticut Sun — US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão)
• Atlanta Dream — US$ 280 milhões (R$ 1,4 bilhão)
Mesmo ainda distante das principais ligas em valor absoluto, a comparação com outros mercados evidencia o potencial de crescimento da WNBA. De acordo com a Sportico, a média de valuation (valor estimado de mercado de uma franquia) por equipe na NFL é de US$ 7,13 bilhões (R$ 35,6 bilhões), enquanto na NBA chega a US$ 5,51 bilhões (R$ 27,5 bilhões). Outras ligas também operam em patamares superiores, como a Major League Baseball (US$ 3,17 bilhões/R$ 15,8 bilhões) e a National Hockey League (US$ 2,1 bilhões/R$ 10,5 bilhões).
No cenário global, competições como a Formula 1 apresentam média de US$ 3,42 bilhões (R$ 17,1 bilhões) por equipe, enquanto o futebol internacional gira em torno de US$ 1,91 bilhão (R$ 9,5 bilhões). Já ligas em expansão, como a Major League Soccer e a National Women’s Soccer League, registram médias de US$ 767 milhões (R$ 3,8 bilhões) e US$ 184 milhões (R$ 920 milhões), respectivamente.
Ainda que os números absolutos sejam menores, a WNBA se destaca pelo ritmo acelerado de crescimento e, principalmente, pelo alto múltiplo valor/receita, estimado em 13,6, o maior entre as principais ligas esportivas. O indicador reforça uma mudança de percepção no mercado: mais do que o desempenho atual, investidores apostam no potencial de longo prazo da liga.
Com a expansão de franquias, o fortalecimento da base de fãs e a entrada de novos parceiros comerciais, a WNBA caminha para reduzir a distância em relação a ligas intermediárias e consolidar seu espaço como um dos ativos mais promissores do esporte global.





