- México e África do Sul voltaram a se enfrentar em uma abertura de Copa do Mundo, repetindo um encontro que já havia marcado o início do torneio em 2010.
- Com 80.824 torcedores presentes no Estádio Azteca, a partida registrou o maior público de uma estreia de Mundial nos últimos 16 anos.
- A ampliação da competição para 104 jogos coloca a edição de 2026 em posição favorável para desafiar o recorde histórico de público acumulado das Copas do Mundo.
A Copa do Mundo de 2026 começou diante de arquibancadas lotadas. O duelo entre México e África do Sul, responsável por inaugurar a competição, reuniu 80.824 torcedores no Estádio Azteca, na Cidade do México, estabelecendo o maior público em uma partida de abertura desde o Mundial realizado na África do Sul, em 2010.
O número supera as estreias das três edições mais recentes da competição. No Catar, em 2022, 67.372 pessoas acompanharam o confronto entre Catar e Equador. Na Rússia, em 2018, a abertura entre Rússia e Arábia Saudita recebeu 78.011 espectadores. Já no Brasil, em 2014, a vitória brasileira sobre a Croácia foi vista por 62.103 torcedores no estádio.
A única abertura com público superior ao registrado neste ano continua sendo justamente a de 2010, quando África do Sul e México empataram diante de 84.490 pessoas no Soccer City, em Joanesburgo.
A coincidência não passou despercebida. Dezesseis anos depois, as mesmas seleções voltaram a protagonizar o primeiro jogo de um Mundial. A diferença é que, desta vez, os mexicanos atuaram como anfitriões. Em 2010, o papel de país-sede cabia aos sul-africanos.
O cenário da partida também contribuiu para o peso simbólico da ocasião. O Azteca é um dos estádios mais emblemáticos da história das Copas. Foi ali que Pelé levantou sua terceira taça mundial em 1970 e onde Diego Maradona protagonizou alguns dos momentos mais lembrados da edição de 1986.
Além da relevância histórica, os números da estreia alimentam uma discussão recorrente sobre o potencial de público da atual edição. Estados Unidos e México possuem tradição no recebimento de grandes eventos esportivos e já figuram entre os países com melhores índices de ocupação na história dos Mundiais.
Copa 1994
A Copa de 1994, disputada nos Estados Unidos, segue como referência. O torneio mantém até hoje a maior média de público já registrada, com 68.991 espectadores por partida. Também é dono do recorde absoluto de presença nos estádios, tendo acumulado 3.587.538 torcedores ao longo das 52 partidas realizadas.
O México aparece logo atrás entre os melhores desempenhos históricos. Na Copa de 1970, o país registrou média de 50.124 espectadores por jogo, uma das mais altas já alcançadas pela competição.
Apesar do potencial dos mercados norte-americano e mexicano, especialistas consideram improvável que a Copa de 2026 consiga superar a média estabelecida pelos Estados Unidos há 32 anos. A principal razão está na capacidade das arenas.
Em 1994, apenas um dos nove estádios utilizados possuía menos de 60 mil lugares. Cinco arenas ultrapassavam a marca de 70 mil espectadores, enquanto o Rose Bowl, palco da final entre Brasil e Itália, recebia 91.794 pessoas.
A configuração atual é diferente. Entre os 16 estádios escolhidos para a Copa de 2026, apenas quatro têm capacidade superior a 70 mil torcedores. O próprio Azteca lidera a lista com 80.824 lugares, seguido pelo MetLife Stadium, em Nova Jersey, que receberá a final e comporta 80.663 espectadores.
Se a média histórica parece distante, o recorde absoluto de público total surge como uma possibilidade concreta. A ampliação do torneio de 32 para 48 seleções elevou o número de partidas de 64 para 104, um crescimento de mais de 60% no calendário.





