- A chegada do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 colocou o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria na liderança do varejo nacional.
- O setor registrou crescimento de 13,4% no volume de vendas na comparação com abril.
- O setor de tecidos, vestuário e calçados avançou 2,6% em maio, enquanto móveis e eletrodomésticos cresceram 1,5%.
A chegada do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 ao mercado brasileiro ajudou a movimentar o comércio em maio e colocou o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria na liderança do varejo nacional. Dados do Índice do Varejo Stone (IVS) apontam que o setor registrou crescimento de 13,4% no volume de vendas na comparação com abril.
O avanço também foi expressivo no comparativo com o mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, as vendas da categoria aumentaram 15%, desempenho superior ao dos demais segmentos monitorados pelo indicador.
O início da comercialização do álbum de figurinhas do Mundial, lançado em 1º de maio, aparece como um dos fatores que ajudam a explicar o resultado. A tradição de colecionar cromos durante grandes competições de futebol costuma gerar um fluxo contínuo de compras, impulsionado tanto pela aquisição de pacotes quanto pela busca por completar a coleção ao longo das semanas.
O efeito da proximidade da Copa também foi percebido em outras áreas do comércio. O setor de tecidos, vestuário e calçados avançou 2,6% em maio, enquanto móveis e eletrodomésticos cresceram 1,5%. Já hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram alta de 0,9%.
A expectativa em torno do torneio ajuda a explicar parte desse movimento. A procura por camisas de seleções, televisores para acompanhar os jogos e itens destinados a reuniões entre amigos e familiares costuma aumentar à medida que a competição se aproxima.
A avaliação é de que os reflexos da Copa sobre o consumo devem ganhar força nos próximos meses e alcançar diferentes categorias do varejo, especialmente aquelas ligadas ao orçamento das famílias e ao entretenimento doméstico.
Nem todos os segmentos, porém, encerraram maio em alta. Material de construção apresentou retração de 2,4%, seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico, com queda de 1,6%. Artigos farmacêuticos recuaram 1,1%, enquanto combustíveis e lubrificantes registraram baixa de 0,8%.
Na comparação anual, seis dos oito setores analisados mostraram crescimento. O destaque ficou para combustíveis e lubrificantes, com avanço de 11,9%. Também apresentaram resultados positivos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,6%), tecidos, vestuário e calçados (3,4%), móveis e eletrodomésticos (2,5%), artigos farmacêuticos (2%) e material de construção (1,9%).
A única retração anual foi observada no segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que registrou queda de 0,3%.





