- Imagens da partida entre Coreia do Sul e República Tcheca geram questionamentos nas redes sociais, apesar de público oficial divulgado pela entidade indicar estádio praticamente lotado
- Apenas um dia após a abertura da Copa do Mundo de 2026, a ocupação dos estádios já virou tema de discussão entre torcedores e veículos internacionais.
- Coreia do Sul x República Tcheca apresentou diversos assentos vazios visíveis durante a transmissão, mesmo com a Fifa informando público superior a 44 mil espectadores.
A segunda partida da Copa do Mundo de 2026 acabou atraindo atenção por um motivo que foi além do resultado em campo. A vitória da Coreia do Sul sobre a República Tcheca, disputada em Guadalajara, no México, provocou repercussão nas redes sociais devido à quantidade de lugares aparentemente desocupados observada nas arquibancadas.
O estádio que recebeu o confronto tem capacidade para 45.664 torcedores. De acordo com os números oficiais divulgados pela Fifa, 44.985 pessoas passaram pelas catracas e acompanharam a partida. Na prática, o dado representa uma ocupação próxima da capacidade máxima da arena.
As imagens exibidas durante a transmissão, no entanto, alimentaram dúvidas entre torcedores e parte da imprensa internacional. Em diversos momentos, era possível identificar setores com espaços vazios, especialmente em áreas centrais das arquibancadas, o que gerou questionamentos sobre a efetiva presença do público informado pela entidade.
Diante da repercussão, a Fifa se manifestou para explicar a diferença entre a percepção visual e os números oficiais. Segundo a entidade, a contagem divulgada leva em consideração os ingressos efetivamente escaneados e a entrada dos espectadores no estádio, e não avaliações baseadas na ocupação visual dos assentos.
A organizadora do Mundial também afirmou que trabalhou em conjunto com operadores de bilheteria e responsáveis pela arena para validar os dados apresentados. Além disso, destacou que diversos torcedores permaneceram em áreas de circulação e corredores durante parte do jogo, comportamento que pode ter contribuído para a impressão de setores vazios nas imagens transmitidas.
A discussão ocorre em um momento em que a estratégia de venda de ingressos da Copa já vinha sendo alvo de críticas. Para esta edição, a Fifa ampliou o uso do sistema de preços dinâmicos, mecanismo que ajusta os valores dos bilhetes de acordo com a demanda observada pelo mercado.
O modelo tem sido utilizado com frequência em eventos esportivos e shows de grande porte, mas recebeu críticas de torcedores devido à elevação significativa dos preços em determinadas partidas. Em alguns casos, os valores cobrados passaram a ser apontados como um possível obstáculo para a ocupação integral dos estádios, sobretudo em confrontos envolvendo seleções com menor apelo internacional.
O episódio registrado em Guadalajara ganhou repercussão justamente por ocorrer logo nos primeiros dias da competição. Com mais de uma centena de partidas programadas até a final, a expectativa é que a ocupação das arenas continue sendo monitorada de perto ao longo do torneio.
A situação chama atenção porque contrasta com os números divulgados pela própria Fifa durante a fase de comercialização dos ingressos. Antes do início da Copa, a entidade informou ter recebido mais de 500 milhões de solicitações de bilhetes nas etapas de sorteio, demonstrando um elevado interesse do público pelo evento.
Ainda assim, as imagens da partida entre Coreia do Sul e República Tcheca mostram que a demanda registrada nos sistemas de venda nem sempre se traduz, necessariamente, em arquibancadas visualmente preenchidas. Com mais de 100 jogos restantes, a discussão sobre preços, acesso e ocupação dos estádios promete acompanhar a Copa do Mundo de 2026 muito além das quatro linhas.





