- A adidas enfrenta um processo na União Europeia que questiona os direitos de propriedade intelectual sobre a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo
- A contestação foi feita pelo designer Marius Dittmar ao Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), com o pedido de anulação do registro do design
- Dittmar alega que o formato da Trionda, composto por quatro painéis, reproduz um conceito desenvolvido anteriormente por sua empresa, a 142k
A adidas enfrenta um processo na União Europeia que questiona os direitos de propriedade intelectual sobre a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo.
A contestação foi apresentada pelo designer alemão Marius Dittmar ao Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), com o pedido de anulação do registro do design.
Dittmar alega que o formato da Trionda, composto por quatro painéis, reproduz um conceito desenvolvido anteriormente por sua empresa, a 142k.
Segundo ele, o desenho já havia sido apresentado em um pedido de patente publicado nos Estados Unidos em 2008, o que impediria que a adidas obtivesse exclusividade sobre essa configuração.
O designer sustenta que o modelo não atende ao requisito de originalidade exigido para proteção legal. Caso o EUIPO acolha o pedido, outras fabricantes poderão comercializar bolas com geometria semelhante sem violar os direitos registrados pela empresa alemã.
A disputa se restringe ao formato da bola e não envolve a tecnologia utilizada nem os elementos gráficos da Trionda. De acordo com Dittmar, o conceito de uma bola formada por apenas quatro painéis representou uma inovação em relação ao tradicional modelo de 32 gomos, predominante no futebol por décadas.
Em resposta, a adidas rejeita as alegações e afirma que o modelo utilizado na Copa possui características próprias. A empresa argumenta que, embora utilize quatro painéis, o desenho apresenta diferenças nas curvas das costuras, nas proporções das peças e na configuração geral, o que o torna distinto da edição citada pelo designer.
A fabricante também destaca que aspectos como a textura e o padrão visual da bola contam com proteção específica por meio de registros de desenho industrial e de marca.
Segundo a Três Listras, o processo não afetará a comercialização da Trionda, que seguirá sendo vendida normalmente como bola oficial da Copa do Mundo de 2026 enquanto o caso é analisado pelo órgão europeu.





