- Um novo levantamento mostra que a Argentina assumiu a primeira posição entre as seleções mais valiosas do mundo em termos de marca, superando o Brasil
- O estudo analisa fatores que vão além do desempenho esportivo, incluindo presença digital, potencial comercial, força da marca e capacidade de gerar receitas
- A liderança argentina reflete não apenas os resultados em campo, mas também a construção de uma narrativa vencedora que ampliou o alcance global da equipe
Nem sempre os títulos e a tradição são suficientes para garantir a liderança fora das quatro linhas. Um novo levantamento mostra que a Argentina assumiu a primeira posição entre as seleções mais valiosas do mundo em termos de marca, superando o Brasil e consolidando o impacto da conquista da Copa do Mundo de 2022 também no mercado.
De acordo com o índice Your Brand Value Sports, desenvolvido especialmente para a edição 2026 do torneio, a Seleção Argentina atingiu um valor de marca estimado em US$ 4,2 bilhões.
O estudo analisa fatores que vão além do desempenho esportivo, incluindo presença digital, exposição midiática, potencial comercial, força da marca e capacidade de gerar receitas.
A liderança argentina reflete não apenas os resultados conquistados em campo nos últimos anos, mas também a construção de uma narrativa vencedora que ampliou o alcance global da equipe.
O relatório destaca que o impacto da Albiceleste está diretamente ligado ao legado da geração campeã do mundo, especialmente à imagem de Lionel Messi, que se transformou em um símbolo de realização esportiva e conexão emocional com torcedores ao redor do planeta.
Segundo o estudo, a marca da Argentina ainda possui cerca de US$ 1,8 bilhão em potencial comercial não explorado, indicando espaço para novas receitas e expansão internacional nos próximos anos.
A ultrapassagem sobre o Brasil, que é colocado no segundo lugar, com US$ 4 bilhões em valor de marca, chama atenção porque a Seleção Canarinho historicamente figura entre as marcas mais fortes do futebol mundial.
Reconhecida globalmente por sua tradição, a equipe brasileira segue entre as mais valiosas do planeta, mas viu a Argentina ganhar força nos últimos ciclos graças à combinação entre conquistas recentes, engajamento digital e maior relevância midiática.
O ranking utiliza uma metodologia própria baseada em mais de 50 indicadores para medir o valor das seleções nacionais dentro e fora de campo. A proposta é oferecer uma visão complementar aos estudos tradicionais, avaliando o peso comercial e o potencial de monetização dos avaliados.
Outro destaque do levantamento é o crescimento dos Estados Unidos, apontados como a seleção com maior potencial de expansão comercial. Como um dos países-sede da próxima Copa do Mundo, os norte-americanos ainda teriam cerca de US$ 2,1 bilhões em oportunidades de mercado a serem exploradas.
O estudo também evidencia a dependência de algumas seleções em relação às suas principais estrelas. O caso mais emblemático é o do Egito, onde Mohamed Salah representa aproximadamente 74% do valor total da marca da seleção nacional, demonstrando o peso que atletas de alcance global podem exercer na construção da imagem de uma equipe.





