- Quatro seleções patrocinadas pela PUMA tiveram jogadores com camisas rasgadas durante disputas de bola.
- Os casos envolveram atletas de República Tcheca, Paraguai, Egito e Marrocos, todos equipados com o modelo desenvolvido com a tecnologia Ultraweave Thermoadapt.
- A empresa está com a Áustria, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos, Nova Zelândia, Paraguai, Portugal, República Tcheca, Senegal e Suíça.
A Puma viu seus uniformes ganharem protagonismo na Copa do Mundo de 2026 por um motivo indesejado. Ao longo da fase de grupos, quatro seleções patrocinadas pela fabricante alemã tiveram jogadores com camisas rasgadas durante disputas de bola, levantando questionamentos sobre a resistência do material utilizado no torneio.
Os casos envolveram atletas de República Tcheca, Paraguai, Egito e Marrocos, todos equipados com o modelo desenvolvido com a tecnologia Ultraweave Thermoadapt. Segundo a Puma, o tecido foi criado para oferecer mais leveza, respirabilidade e conforto aos jogadores. Na prática, porém, a proposta tem sido colocada em xeque após sucessivos episódios de desgaste durante partidas.
A empresa é responsável pelos uniformes de 11 seleções presentes na Copa do Mundo: Áustria, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos, Nova Zelândia, Paraguai, Portugal, República Tcheca, Senegal e Suíça. Entre as fornecedoras de material esportivo do torneio, a marca aparece atrás apenas da Adidas, que veste 14 equipes, e da Nike, com 12 seleções.
O primeiro incidente ocorreu na partida entre República Tcheca e Coreia do Sul. O meia-atacante Pavel Šulc, companheiro de Endrick no Lyon, teve a camisa rasgada após ser agarrado pelo zagueiro Lee Han-beom. Os sul-coreanos venceram o confronto por 2 a 1.
No dia seguinte, foi a vez do capitão paraguaio Gustavo Gómez enfrentar o mesmo problema. Durante a estreia diante dos Estados Unidos, o defensor do Palmeiras teve o uniforme danificado em uma disputa com o atacante Folarin Balogun. Mesmo com a camisa rasgada, Gómez permaneceu em campo por alguns minutos, prendendo o tecido dentro do calção até conseguir realizar a troca. O Paraguai acabou derrotado por 4 a 1.
A sequência de ocorrências continuou no duelo entre Egito e Bélgica, válido pelo Grupo C. O atacante Mostafa Ziko teve a camisa rasgada após um lance com o lateral Maxim De Cuyper. Além do rasgo no tecido, a numeração do uniforme também sofreu danos: um dos algarismos se desprendeu parcialmente enquanto o outro ficou solto. A partida terminou empatada em 1 a 1.
Já na segunda rodada da fase de grupos, durante a vitória do Marrocos por 1 a 0 sobre a Escócia, o meia Neil El Aynaoui teve a camisa praticamente destruída após um duelo físico com o zagueiro Hendry. O jogador da Roma precisou deixar o gramado temporariamente para substituir o uniforme.
A sucessão de problemas também resgatou um episódio marcante envolvendo a marca. Durante a Eurocopa de 2016, o suíço Xherdan Shaqiri ironizou a qualidade dos uniformes da Puma ao afirmar que esperava que a empresa “não fabricasse preservativos”. A declaração voltou a circular nas redes sociais após os novos casos registrados no Mundial.
Com quatro episódios semelhantes em poucos dias de competição, a Puma passa a lidar com uma exposição negativa justamente em seu principal palco de visibilidade global. Procurada para comentar os casos, a empresa não se pronunciou até o momento.





