- A CBF retirou do ar uma campanha da 99Food e passou a monitorar ações de outras marcas durante a Copa do Mundo de 2026.
- Empresas como Nissan, BYD, Bradesco e Nubank também receberam notificações por publicações que, na avaliação da entidade, faziam alusão à seleção brasileira ou a atletas.
- A iniciativa busca preservar os contratos comerciais com patrocinadores, como iFood, Volkswagen e Itaú, e será intensificada antes do próximo jogo do Brasil.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aumentou a vigilância sobre possíveis casos de marketing de emboscada durante a Copa do Mundo de 2026. A entidade passou a agir de forma mais rígida para impedir campanhas publicitárias que possam associar marcas não patrocinadoras à seleção brasileira ou aos seus jogadores, preservando a exclusividade comercial dos parceiros oficiais.
A primeira medida ocorreu após uma ação promocional da 99Food. A plataforma anunciou que distribuiria cupons de R$ 99 para pedidos entregues por profissionais chamados Endrick, incluindo variações como Hendrick e Endryck, justamente no dia em que havia expectativa pela participação do atacante brasileiro na partida contra o Haiti.
Embora a empresa não tenha qualquer relação comercial com a CBF ou com o jogador, a campanha utilizava o momento de grande repercussão em torno do atleta. Após receber uma notificação extrajudicial da confederação, a 99Food retirou a ação do ar. A decisão também envolve a relação comercial da seleção brasileira com o iFood, patrocinador oficial da equipe e concorrente direto da plataforma.
O monitoramento, porém, não ficou restrito ao setor de delivery. A CBF também enviou notificações a outras empresas que publicaram conteúdos considerados capazes de criar associação com a seleção durante o Mundial. Entre elas estão Nissan, BYD, Bradesco e Nubank, que fizeram publicações nas redes sociais relacionadas ao Brasil ou a jogadores convocados.
Nos segmentos em que essas empresas atuam, a seleção possui parceiros exclusivos. A Volkswagen detém os direitos de patrocínio na categoria automotiva, enquanto o Itaú ocupa a posição de banco oficial da equipe nacional. A estratégia da CBF é evitar que concorrentes obtenham exposição utilizando a visibilidade do torneio sem integrar o grupo de patrocinadores.
A tendência é que o controle fique ainda mais rigoroso nos próximos dias. Antes do confronto contra a Escócia, marcado para quarta-feira (24), os departamentos de marketing e jurídico da entidade devem ampliar o acompanhamento de campanhas publicitárias e publicações nas redes sociais, com o objetivo de identificar novas ações que possam comprometer os acordos comerciais firmados para o ciclo da Copa do Mundo.





