Copa do Mundo 2026

Como a audiência da NBA impulsiona plano da ESPN para a Copa do Mundo

Executivo destaca crescimento do alcance da emissora e aposta em um ecossistema integrado de TV, digital e streaming para cobrir o torneio

Foto: ESPN

08 de junho de 2026

4 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • As transformações no consumo de conteúdo esportivo têm levado player a repensar o papel das transmissões dentro de um ecossistema cada vez mais fragmentado
  • No grupo Disney, essa lógica vem sendo fortalecida por experiências recentes em propriedades de grande alcance, incluindo os resultados obtidos com a NBA
  • Carlos Maluf, head de esportes da ESPN, destaca como essa visão deve orientar também a cobertura da emissora na Copa do Mundo de 2026

As transformações no consumo de conteúdo esportivo nos últimos anos têm levado grupos de mídia a repensar o papel das transmissões ao vivo dentro de um ecossistema cada vez mais fragmentado.

No grupo Disney, essa lógica vem sendo fortalecida por experiências recentes em propriedades de grande alcance. O desempenho da NBA nas plataformas da empresa, por exemplo, vem demonstrando que o engajamento da audiência é construído por uma combinação estratégica de transmissões e presença constante nas redes sociais.

Em entrevista exclusiva para o MKTEsportivo, Carlos Maluf, head de esportes da ESPN, destaca como essa visão deve orientar também a cobertura do player na Copa do Mundo de 2026.

“Mesmo sem os direitos de transmissão dos jogos, a ESPN entende que grandes eventos esportivos vão muito além da exibição das partidas. Nosso foco será entregar uma cobertura jornalística robusta, multiplataforma e altamente conectada com o torcedor, aproveitando toda a força da marca ESPN e do ecossistema digital e, claro, com parceiros estratégicos no Disney+”, afirmou Maluf.

A aposta na cobertura editorial do torneio se apoia em um investimento significativo em estrutura e presença internacional. A emissora entende que a produção de bastidores e a capacidade de contextualizar os principais temas serão diferenciais para manter o público informado ao longo da competição.

A estratégia busca aproveitar o interesse gerado pelo evento em múltiplos formatos, desde programas lineares até conteúdos produzidos para plataformas digitais e streaming.

“Teremos mais de 30 profissionais espalhados entre Estados Unidos, México e Canadá, acompanhando de perto todos os detalhes do torneio. Nossa cobertura contará com talentos reconhecidos pelo público, como Bruno Vicari, André Plihal, Zinho, André Kfouri, Marcela Rafael, Mario Marra, Pedro Ivo, Gustavo Zupak e André Hernan. A ESPN e o Disney+ também serão colaboradores da Casa Rede Ronaldo durante o torneio, oferecendo um grande hub de experiências e entretenimento em Miami”, completou.

O planejamento para a Copa também ocorre em meio a uma transformação estrutural no mercado esportivo. Nos últimos anos, ligas e competições passaram a distribuir seus direitos entre diferentes plataformas, alterando a dinâmica de consumo dos fãs e exigindo novas abordagens das emissoras.

Nesse contexto, a estratégia da ESPN tem sido ampliar sua relevância para além dos eventos que transmite diretamente. O objetivo é manter uma oferta consistente de entretenimento e análise esportiva, independentemente de quem detenha os direitos de exibição de determinadas competições.

“A fragmentação dos direitos de transmissão é um movimento natural da evolução do mercado esportivo e da forma como o público consome conteúdo atualmente. Para a ESPN, esse cenário representa tanto um desafio quanto uma oportunidade estratégica de fortalecer ainda mais o nosso portfólio. Acompanhamos constantemente as transformações do mercado e buscamos investir em propriedades esportivas que tenham conexão com a audiência e potencial de engajamento multiplataforma”, declarou.

A principal evidência dessa estratégia está nos resultados obtidos com a NBA nas últimas temporadas. A liga consolidou-se como uma das propriedades esportivas mais relevantes da programação da ESPN, impulsionando tanto a audiência televisiva quanto o consumo de conteúdo digital.

Dessa forma, a cobertura serviu como um importante laboratório para a estratégia que o player pretende adotar durante a Copa do Mundo de 2026, quando buscará ampliar sua participação na conversa em torno do torneio mesmo sem transmitir as partidas.

“Os resultados da temporada 2024/2025 mostraram a força desse ecossistema. Tivemos um crescimento de 21% de alcance na TV paga em relação ao ano anterior, mais de 1,4 milhão de espectadores acompanhando a temporada regular da NBA e mais de 250 horas de basquete ao vivo exibidas no Brasil. Jogos de grande apelo, como Golden State Warriors x Los Angeles Lakers, que registrou a maior audiência da temporada na TV por assinatura, demonstram como o interesse é impulsionado não apenas pela transmissão em si, mas também pela repercussão digital e pelo engajamento nas redes”, finalizou.

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