- O Manchester United aumentou sua dívida de longo prazo em US$ 125 milhões (R$ 691 milhões) após reestruturar empréstimos ligados à aquisição do clube pela família Glazer.
- A nova dívida totaliza US$ 550 milhões (R$ 3,04 bilhões), terá vencimento em 2031 e juros de 5,36% ao ano.
- Mesmo com o aumento do endividamento, o United retornou à Champions League e segue avaliado em cerca de R$ 40 bilhões, sendo o terceiro clube mais valioso do mundo.
O Manchester United voltou a ampliar o endividamento relacionado à aquisição do clube pela família Glazer em 2005. De acordo com o The Athletic, documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) revelam que o clube inglês reestruturou uma dívida de US$ 425 milhões (cerca de R$ 2,35 bilhões), que venceria em 2027, e emitiu novas notas seniores garantidas no valor de US$ 550 milhões (aproximadamente R$ 3,04 bilhões).
Com a operação, a dívida de longo prazo do Manchester United aumentou em US$ 125 milhões (cerca de R$ 691 milhões). Além disso, o clube também passou a arcar com uma taxa de juros mais elevada. O financiamento anterior, contratado em 2015, possuía juros anuais de 3,79%, enquanto o novo acordo foi fechado com taxa de 5,36% ao ano.
A nova dívida terá vencimento em 2031 e faz parte de mais um processo de refinanciamento das obrigações financeiras herdadas da controversa compra do clube pela família Glazer há mais de duas décadas. Desde então, os débitos gerados pela aquisição seguem impactando as finanças dos Red Devils, mesmo após a chegada do bilionário Sir Jim Ratcliffe como acionista minoritário e responsável pelas operações esportivas da equipe.
O aumento da dívida e dos custos com juros volta a colocar em evidência as críticas de parte da torcida à gestão financeira dos Glazer. Desde a aquisição do clube, a família norte-americana tem sido alvo constante de protestos por parte dos torcedores, que apontam o peso do endividamento como um dos principais entraves para o crescimento sustentável da instituição.
Apesar da reestruturação, o Manchester United continua entre os clubes mais valiosos do planeta e segue investindo em reforços, infraestrutura e modernização de suas operações. Segundo a Forbes, a equipe é o terceiro clube de futebol mais valioso do mundo em 2026, avaliada em US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões), atrás apenas do Real Madrid e do Barcelona.
Dentro de campo, a temporada 2025/26 marcou uma recuperação importante. O United garantiu o retorno à UEFA Champions League após terminar a Premier League na terceira colocação, com 71 pontos. A melhora esportiva teve reflexos diretos no mercado financeiro, impulsionando as ações do clube em quase 40% ao longo de 2026.
A valorização representou um acréscimo de aproximadamente US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) ao valor de mercado da instituição, reforçando o impacto positivo dos resultados esportivos e das mudanças implementadas desde a chegada de Ratcliffe. Ainda assim, a dívida ligada à aquisição realizada em 2005 segue sendo uma das questões mais sensíveis para o futuro financeiro do Manchester United.





