Copa do Mundo 2026

Estudo aponta que valor da marca da Copa do Mundo chega a US$ 5,2 bilhões

Levantamento mostra expansão de 244% em 16 anos e destaca avanço entre as edições de 2018 e 2022

Foto: Divulgação/ adidas

26 de junho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Estudo aponta que valor da marca da Copa do Mundo chega a US$ 5,2 bilhões
  • Levantamento mostra expansão de 244% em 16 anos e destaca avanço entre as edições de 2018 e 2022
  • Direitos de transmissão somam US$ 1,8 bilhão e aparecem como a segunda principal fonte de valor da competição

A consultoria Brand Finance avaliou a marca da Copa do Mundo em US$ 5,2 bilhões em seu mais recente levantamento sobre o torneio. O estudo analisa a evolução comercial do Mundial de seleções da Fifa e considera o cenário da edição de 2026, que é disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

O valor representa um avanço significativo quando comparado ao cenário de 2010, ano em que a competição realizada na África do Sul possuía uma estimativa de US$ 1,5 bilhão. Desde então, a marca registrou crescimento contínuo, refletindo a expansão das receitas e da presença global da Copa.

Segundo a análise, a maior evolução ocorreu entre as edições da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022, período em que a avaliação aumentou 71%. Esse movimento continuou no atual ciclo da competição, impulsionado também pela ampliação do formato para 48 seleções, adotado pela primeira vez na edição sediada por Estados Unidos, México e Canadá.

Ao mesmo tempo em que destaca o fortalecimento comercial da Copa do Mundo, a Brand Finance observa que esse cenário convive com discussões relacionadas à governança da Fifa e ao acesso do público ao torneio. Entre os temas debatidos estão os preços praticados para os ingressos e a relação entre Gianni Infantino, presidente da entidade, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

“O que é particularmente impressionante é que marcas, emissoras e torcedores continuam marcando presença em peso, o torneio em si muitas vezes transcende a política que o envolve”, declarou Scott Moore, diretor de serviços esportivos da Brand Finance.

“No entanto, o apelo global traz consigo expectativas maiores. Com mais seleções, mais partidas e três países-sede, a oportunidade é significativa, mas a pressão sobre a Fifa para proteger e fortalecer uma das marcas mais valiosas e influentes do esporte mundial também é”, acrescentou o executivo.

O levantamento aponta que os contratos de patrocínio representam a principal fonte de valor da marca da Copa do Mundo, respondendo por US$ 1,9 bilhão da avaliação referente a 2026.

A Brand Finance esclarece que o retorno obtido individualmente pelas marcas patrocinadoras não faz parte dessa avaliação específica e deverá ser analisado em estudos futuros. Em seguida aparecem os direitos de transmissão, estimados em US$ 1,8 bilhão, resultado de contratos de longo prazo firmados com grupos de mídia em diferentes mercados. Somadas, as receitas provenientes de patrocínio e mídia correspondem a mais de dois terços do valor atribuído à marca do torneio.

A venda de ingressos responde por US$ 809 milhões da avaliação, enquanto o licenciamento e a comercialização de produtos oficiais acrescentam outros US$ 397 milhões. Cerca de US$ 313 milhões restantes estão ligados a segmentos como hospitalidade e produtos digitais.

O estudo também destaca que a presença dos Estados Unidos entre os países-sede exerce influência positiva sobre a percepção de valor da competição, considerando a força do mercado local e sua capacidade de atrair investimentos.

De acordo com o Índice Global de Poder Brando da Brand Finance, os Estados Unidos ocupam a liderança mundial nesse indicador e aparecem na terceira posição em influência esportiva. Para a consultoria, esse cenário amplia as oportunidades comerciais relacionadas à Copa e mantém a atenção do mercado voltada à estrutura de organização do país para receber um evento de dimensão global.

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