- A Copa do Mundo tem chamado atenção não apenas pelo futebol em campo, mas também por adaptações feitas fora dele para atender diferentes contextos
- Um dos exemplos mais recentes envolve o troféu de “Melhor em Campo”, conhecido oficialmente como “Superior Player of the Match”
- Quando o jogador vencedor declara seguir o islamismo, religião que proíbe o consumo de álcool, a FIFA passou a adotar uma versão modificada do prêmio
A Copa do Mundo tem chamado atenção não apenas pelo futebol em campo, mas também por adaptações feitas fora dele para atender diferentes contextos culturais e religiosos.
Um dos exemplos mais recentes envolve o troféu de “Melhor em Campo”, conhecido oficialmente como “Superior Player of the Match”, patrocinado pela marca de cerveja Michelob ULTRA, pertencente à AB InBev.
Em países de maioria muçulmana ou quando o jogador vencedor declara seguir o islamismo, religião que proíbe o consumo de álcool, a FIFA passou a adotar uma versão modificada do prêmio.
Nesses casos, o troféu é entregue sem qualquer referência visual à marca patrocinadora. O mesmo acontece no painel de fundo utilizado nas entrevistas e fotos oficiais, que substitui o logotipo da cervejaria pela inscrição neutra “The Superior Player of the Match”.
A medida busca respeitar as crenças religiosas dos atletas, como no caso de jogadores como o egípcio Mohamed Salah, o canadense Ismaël Koné, o qatari Mahmoud Abunada e o costa-marfinense Yan Diomande, entre outros.
A prática não é totalmente nova. Ela já havia sido adotada anteriormente durante a Copa do Mundo de Clubes 2025, quando atletas como o marroquino Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain, e o brasileiro Estevão, então atleta do Palmeiras e atualmente vinculado ao Chelsea, já haviam recebido o troféu sem a presença da marca de bebidas alcoólicas.
Segundo o modelo adotado pela organização, a regra também pode ser aplicada em outros casos, como atletas menores de idade ou jogadores que, por qualquer motivo, não desejem associação direta com marcas de álcool.





