- A Fifa intensificou a fiscalização nas arenas da Copa do Mundo 2026 para impedir a exposição de marcas que não fazem parte do grupo oficial de patrocinadores do torneio.
- Um dos principais casos envolve o Levi's Stadium, onde elementos visuais mantidos na fachada continuam remetendo à marca mesmo após a cobertura.
- Já no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a Fifa abriu uma exceção e permitirá a exibição do símbolo formado pelo teto retrátil da arena.
A Copa do Mundo de 2026 colocou em evidência um embate que pouco aparece para os torcedores, mas movimenta interesses milionários nos bastidores do torneio. De um lado está a Fifa, determinada a garantir exclusividade para seus patrocinadores. Do outro, administradores de estádios e empresas que investiram milhões para associar suas marcas às principais arenas dos Estados Unidos.
Como parte das exigências comerciais da competição, qualquer referência a patrocinadores que não integrem o portfólio oficial do Mundial precisa desaparecer dos locais que recebem partidas. A regra vale para fachadas, placas, painéis eletrônicos e até elementos visuais que possam gerar associação comercial durante transmissões e registros oficiais.
O desafio é particularmente complexo nos Estados Unidos, mercado em que os naming rights fazem parte da estrutura financeira das franquias esportivas. Muitas arenas carregam o nome de grandes empresas e exibem suas marcas de forma permanente em áreas de grande visibilidade.
Para reforçar a fiscalização, a Fifa passou a utilizar monitoramento aéreo nas sedes da competição. O objetivo é identificar qualquer exposição indevida de marcas não autorizadas, especialmente em pontos visíveis para transmissões televisivas e conteúdos produzidos durante o torneio.
Um dos episódios mais emblemáticos envolve o Levi’s Stadium, casa do San Francisco 49ers. Embora a identificação comercial tenha sido coberta para atender às exigências da Fifa, a solução adotada pelos administradores da arena preservou elementos visuais que remetem imediatamente à identidade da fabricante de jeans.
O caso chamou atenção porque, mesmo sem exibir explicitamente o nome da empresa, a fachada continua evocando a marca de forma praticamente instantânea para quem conhece sua comunicação visual. A situação se transformou em um dos principais exemplos da dificuldade enfrentada pela entidade para eliminar completamente referências comerciais em arenas concebidas justamente para destacar patrocinadores.
A preocupação da Fifa vai além da remoção de logotipos. A entidade busca evitar qualquer associação visual que possa gerar exposição gratuita a empresas que não investiram para integrar o programa oficial de patrocínios da Copa do Mundo.
Nem todas as situações, porém, podem ser resolvidas com coberturas ou adaptações temporárias.
Em Atlanta, por exemplo, a organização encontrou um obstáculo arquitetônico. O teto retrátil do Mercedes-Benz Stadium forma o símbolo da montadora alemã quando está completamente fechado. Diferentemente de uma placa publicitária, a imagem faz parte da própria estrutura do estádio.
Diante das altas temperaturas registradas na Geórgia durante o verão, a Fifa optou por flexibilizar sua posição. A cobertura continuará sendo utilizada normalmente para garantir o funcionamento adequado do sistema de climatização e preservar as condições do gramado. Em compensação, todas as demais referências à Mercedes-Benz foram removidas das áreas controladas pela competição.





