- O Figueirense definiu a proposta liderada pelo ex-presidente Edson Silva como a escolhida para seguir nas negociações de aquisição da SAF do clube
- A reunião ocorreu no estádio Orlando Scarpelli e reuniu conselheiros responsáveis por avaliar os projetos apresentados para o futuro da instituição
- Representando a empresa Pansport e respaldado por um grupo de empresários da Grande Florianópolis, Edson Silva superou a concorrência da Kactus Capital
O Conselho Deliberativo do Figueirense definiu a proposta liderada pelo ex-presidente Edson Silva como a escolhida para seguir nas negociações de aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.
De acordo com o ge, a reunião ocorreu no estádio Orlando Scarpelli e reuniu conselheiros responsáveis por avaliar os projetos apresentados para o futuro da instituição.
Representando a empresa Pansport e respaldado por um grupo de empresários da Grande Florianópolis, Edson Silva superou a concorrência da Kactus Capital. A votação terminou com ampla aprovação, incluindo 57 votos favoráveis à proposta vencedora, três abstenções e nenhum voto registrado para a concorrente.
O plano apresentado prevê um aporte inicial estimado em R$ 83 milhões, destinado à regularização de compromissos financeiros considerados prioritários. Entre eles estão obrigações vinculadas ao processo de recuperação judicial, pendências relacionadas à Clave/LIFT e a normalização da folha salarial.
Além da injeção imediata de recursos, os investidores projetam uma segunda etapa voltada à captação de novos aportes. A expectativa é atrair investidores capazes de contribuir para um volume superior a R$ 500 milhões ao longo dos próximos anos, fortalecendo a estrutura financeira da SAF e ampliando a capacidade de investimento do clube.
Um dos principais pilares do projeto envolve o desenvolvimento imobiliário de uma área localizada ao lado do Orlando Scarpelli, onde funcionava o antigo Ginásio Carlos Alberto Campos.
A proposta prevê a implantação de um complexo urbano com espaços de convivência, comércio e lazer, concebido para gerar receitas complementares e contribuir para a sustentabilidade financeira da operação.
A escolha do Conselho ocorre em um momento de reestruturação interna da SAF alvinegra. Nos últimos meses, o clube enfrentou mudanças significativas em sua governança, incluindo a não homologação de uma mesa diretora indicada para comandar o Conselho de Administração.
Posteriormente, ocorreram renúncias de integrantes da gestão e do Conselho Fiscal, aprofundando o período de instabilidade institucional.
Paralelamente às questões administrativas, o Figueirense continua lidando com um elevado passivo financeiro. Em diferentes apresentações realizadas nos últimos anos, os débitos acumulados entre associação, empresa limitada e SAF foram estimados entre R$ 220 milhões e R$ 240 milhões.
Embora a proposta tenha recebido o aval do Conselho Deliberativo, a conclusão do negócio ainda depende de etapas complementares. As partes deverão avançar em análises jurídicas, ajustes contratuais, definições sobre garantias e negociações relacionadas às dívidas existentes.





