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Gastos com atletas da NCAA ultrapassam teto salarial e chegam a R$ 184 milhões

Contratos de NIL impulsionam gastos milionários no esporte universitário dos Estados Unidos

Foto: Getty Images

30 de junho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Universidades da NCAA investem mais de US$ 34 milhões (R$ 184,9 milhões) por temporada em atletas, acima do limite de US$ 20,5 milhões (R$ 111,5 milhões).
  • Contratos de direitos de imagem (NIL) são os principais responsáveis por elevar os gastos além do teto de compartilhamento de receitas.
  • Especialistas apontam que a remuneração crescente pode levar atletas a permanecerem mais tempo na NCAA antes de se declararem para os drafts da NFL e da NBA.

Os gastos das principais universidades da NCAA com a remuneração de seus atletas ultrapassaram o teto de US$ 20,5 milhões (cerca de R$ 111,5 milhões) na última temporada, impulsionados pelos contratos de direitos de imagem (NIL). De acordo com a Front Office Sports, um ano após a entrada em vigor do acordo entre a NCAA e os atletas, que autorizou as universidades a compartilhar esse valor por temporada em receitas com seus jogadores, os investimentos das principais instituições seguem muito acima do limite estabelecido.

Levantamento da Opendorse, empresa especializada no mercado de NIL, mostra que as universidades das quatro principais conferências (Power 4) ofereceram, em média, US$ 13,5 milhões (cerca de R$ 73,4 milhões) adicionais em contratos com patrocinadores, empresas e coletivos de ex-alunos. Com isso, o investimento total nos elencos ultrapassa US$ 34 milhões (cerca de R$ 184,9 milhões) por universidade.

O limite de US$ 20,5 milhões (cerca de R$ 111,5 milhões) vale apenas para os pagamentos feitos diretamente pelas universidades. Além desse valor, os atletas continuam recebendo milhões de dólares por meio dos contratos de direitos de imagem (NIL), que não entram no cálculo do teto salarial. Esses acordos aumentam os ganhos dos jogadores e fazem com que os gastos das universidades sejam muito maiores do que o previsto inicialmente.

Para evitar que os contratos de NIL sejam usados apenas para driblar o teto salarial, foi criada a College Sports Commission (CSC). O órgão analisa acordos superiores a US$ 600 (cerca de R$ 3,3 mil) para verificar se possuem valor de mercado e finalidade comercial. Mesmo assim, muitas universidades fecharam contratos antes da criação da comissão, enquanto outras continuam adaptando seus acordos às novas regras.

Segundo o The Athletic, os investimentos devem continuar crescendo. A projeção é de que os principais programas de futebol americano universitário movimentem cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 217,5 milhões) por temporada. Já as equipes de basquete masculino das principais conferências devem investir entre US$ 10 milhões (cerca de R$ 54,4 milhões) e US$ 12 milhões (cerca de R$ 65,3 milhões).

Nas duas modalidades mais populares da NCAA, os atletas recebem tanto a parcela paga diretamente pelas universidades quanto valores extras por meio dos contratos de direitos de imagem (NIL). Na prática, o teto de US$ 20,5 milhões (cerca de R$ 111,5 milhões) deixou de ser um limite para os programas mais ricos e passou a representar apenas uma parte dos investimentos feitos com os elencos.

O aumento da remuneração também desperta preocupação entre especialistas e executivos da NFL e da NBA. O receio é que jogadores de destaque optem por permanecer por mais tempo no esporte universitário, onde podem receber valores milionários, em vez de se declarar antecipadamente para os drafts das duas principais ligas profissionais dos Estados Unidos.

Tags:nba ncaa NFL
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