
Maio de 2026 foi um daqueles meses desafiadores que nos lembram por que gostamos de empreender no esporte, sinônimo de adrenalina constante e inúmeros desafios que, quando terminam com sucesso, nos remetem a agradecer por tantas coisas boas vividas em tão pouco tempo. Não pelos troféus. Não pelas fotos de comemoração. Muito menos pelos holofotes. Mas pela alegria de ter construído um time de profissionais fantásticos que acreditam nos nossos sonhos e tornam possíveis diversas jornadas de sucesso ao mesmo tempo.
Em menos de 30 dias, vivemos simultaneamente três realidades que, individualmente, já exigiriam dedicação integral. Como CEO da TFW, lideramos a produção de duas Copas Libertadores da América organizadas pela Conmebol e pela CBF. Como presidente da LNF, seguimos conduzindo o principal campeonato da modalidade no país. E, como proprietário do Magnus Futsal, acompanhávamos a caminhada de um clube que carregava o sonho do tricampeonato continental e a despedida de um dos maiores ídolos da história do futsal brasileiro: Rodrigo Capita.
Tudo isso acontecendo ao mesmo tempo!
Nossa jornada começou nas areias de Vila Velha, no Espírito Santo, entre os dias 3 e 10 de maio, com a realização da Copa Libertadores de Beach Soccer. Quem trabalha com eventos esportivos sabe que existem desafios que podem ser planejados e outros que simplesmente precisam ser enfrentados. No Beach Soccer, o principal adversário muitas vezes não está dentro da arena. Está no céu. Vento, chuva, ressaca, mudanças repentinas nas condições climáticas e uma estrutura temporária montada literalmente sobre a areia exigem tomadas de decisão rápidas e uma equipe preparada para agir a qualquer momento. Em eventos dessa magnitude, a imprevisibilidade faz parte do jogo. E o jogo foi vencido, terminando com recorde de público e o Vasco da Gama conquistando o título continental.

Sem tempo para comemorar, ainda em Vila Velha/ES, já trabalhávamos para colocar em pé, menos de duas semanas depois, a Copa Libertadores de Futsal, realizada entre os dias 24 e 31 de maio, na cidade de Carlos Barbosa/RS. Se em Vila Velha o desafio era lidar com o inesperado, no Rio Grande do Sul a missão era diferente: manter o padrão de excelência das últimas edições de uma competição que se consolidou como a principal do continente.
Quando o nível das entregas anteriores é alto, a pressão aumenta. O objetivo deixa de ser surpreender e passa a ser superar expectativas que já são elevadas. Cada detalhe importa; os detalhes impactam atletas, clubes, patrocinadores, torcedores e parceiros. No final, a ACBF conquistou seu sétimo título continental diante de sua torcida, coroando mais uma edição histórica da competição.
Contudo, talvez, o maior desafio daquele mês não tenha sido operacional. Foi emocional. Enquanto liderávamos equipes, acompanhávamos cronogramas, reuniões, montagens, desmontagens, ativações e entregas, existia também a ansiedade natural de quem via o Magnus Futsal lutar por um sonho que acabou não se concretizando. Existe uma diferença muito grande entre administrar um evento e torcer por um projeto que carrega sua história, seus investimentos e seus sentimentos. Aprendi mais uma vez que liderança também é saber separar os papéis quando necessário. Nem sempre é fácil e, confesso, sem falsa modéstia, que demanda um nível de maturidade para poucos profissionais.
Se tudo isso não bastasse, maio ainda reservou outros capítulos importantes. Produzimos o Red Bull Creators Cup, um projeto inovador realizado em parceria com o Red Bull Bragantino, que muitos chamaram de “Rock Gol do Século XXI”. Fechamos três novos acordos comerciais para a Liga Nacional de Futsal: Fórmula Natural, Cresol assumindo o naming right da Copa LNF e a Recoma como piso oficial da competição. E ainda acompanhamos de perto a convocação da Seleção Brasileira de Futsal, reforçando a conexão permanente entre os diversos ambientes que compõem o ecossistema da vida de um gestor.
No meio deste furacão, havia ainda o desafio diário mais importante das nossas vidas: cuidar da família, estar presente com os filhos e a esposa. Não perdemos nenhuma data importante: Dia das Mães, aniversários, Dia da Família na Escola e ainda contamos com a presença deles em algumas viagens. Entre uma arena e outra, criamos lembranças que certamente permanecerão por muito mais tempo do que qualquer resultado esportivo.
Foram milhares de quilômetros percorridos, dezenas de reuniões, centenas de profissionais envolvidos, medos, preocupações, incertezas, conquistas e incontáveis decisões tomadas. Liderar está atrelado à confiança e à tranquilidade que sua equipe terá em você para trabalhar com excelência, liberdade e alegria durante a jornada.
Os momentos mais desafiadores certamente são aqueles que mais nos transformam. E, olhando para trás, eu não mudaria absolutamente nada.
Agradecimento Especial:
Mauro Carmélio, Lavoisier Martins, Gustavo Beluzzo, Iza Mezzomo, Flávia Domingues, “Chicão” Castelo Branco, Marquinhos Xavier, Marcus Mascarenhas, Maurício Leite, Carla Goulart, Juliana Neri, Marquinhos Santos, Ricardo Trade, Thally Heloi, Bruna Guimarães, Mateus Drommond, Arthur Drommond e todos que fizeram parte deste mês histórico.





