Copa do Mundo 2026

Gigantes seguem dominando a Copa 2026, mas marcas regionais ampliam presença

Expansão do Mundial para 48 equipes abre espaço para fornecedores de menor porte, que chegam ao torneio representando 11 seleções de diferentes continentes

Haiti e Escócia disputarão partida válida pela 1ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026

12 de junho de 2026

4 minutos de Leitura

A Copa do Mundo de 2026 reúne 48 seleções e também apresenta uma disputa paralela longe dos gramados: a batalha entre as marcas de material esportivo. Embora Adidas, Nike e Puma mantenham amplo domínio sobre o mercado e sejam responsáveis pelos uniformes da maioria das equipes participantes, a atual edição do torneio registra uma presença maior de fabricantes regionais e empresas de menor alcance internacional.

As três gigantes do setor vestem juntas 37 seleções, o equivalente a cerca de três quartos dos participantes do Mundial. A Adidas lidera a distribuição de contratos, seguida por Nike e Puma. Ainda assim, a ampliação da Copa abriu espaço para que outras empresas conquistassem visibilidade em um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Entre as fornecedoras fora do chamado “Big 3”, a Kelme é a única presente em mais de uma seleção. A empresa espanhola fornece os uniformes da Jordânia e da Bósnia e Herzegovina, ampliando sua exposição internacional em um torneio que tradicionalmente concentra espaço nas mãos de poucas marcas.

Outras fabricantes chegam ao Mundial por meio de acordos individuais. É o caso da Umbro, que aparece vinculada à República Democrática do Congo. A tradicional marca inglesa mantém presença em grandes competições mesmo distante do protagonismo comercial que exerceu em décadas anteriores.

A italiana Kappa também preserva sua relação com a Tunísia. A parceria entre as partes atravessou mais um ciclo de Copa do Mundo após ter sido iniciada em 2019, garantindo continuidade à estratégia da seleção africana.

Outro retorno de destaque é o da Reebok. A empresa norte-americana volta a figurar em um Mundial após quase três décadas de ausência. A marca passou a vestir o Panamá em 2023, assumindo o espaço anteriormente ocupado pela New Balance. Sua última participação havia ocorrido na Copa de 1998, quando estampava seu logotipo nos uniformes de Chile, Paraguai e Colômbia.

O Iraque chega à competição equipado pela alemã Jako, fornecedora que retomou sua relação com a federação local após uma passagem anterior entre 2017 e 2020. A empresa fortaleceu sua presença no Oriente Médio, embora tenha perdido recentemente outro parceiro importante da região.

Classificado pela primeira vez para uma Copa do Mundo, o Uzbequistão optou por seguir um caminho diferente. Em vez de buscar um acordo com gigantes internacionais, a federação local fechou parceria com a 7Saber, marca nacional que ganhou projeção após a inédita vaga no torneio. A decisão chamou atenção no mercado, já que havia expectativa de uma aproximação com Adidas, Nike ou Puma.

A valorização de fornecedores locais também aparece na América do Sul. O Equador continua sua longa relação com a Marathon, iniciada ainda na década de 1990. Trata-se de um dos vínculos comerciais mais duradouros entre uma seleção participante da Copa e sua fornecedora de material esportivo.

Situação semelhante ocorre com o Irã, que utiliza uniformes produzidos pela Majid, empresa fundada pelo ex-jogador Majid Saedifar. A companhia representa um raro exemplo de marca nacional que consegue manter presença em uma competição dominada por multinacionais do setor.

Entre os estreantes, a Capelli Sport aproveita a histórica classificação de Cabo Verde para fazer sua primeira aparição em uma Copa do Mundo. Fundada em Nova York, a empresa acompanhará a seleção africana em sua estreia absoluta no torneio.

Outra novata é a colombiana Saeta, responsável pelos uniformes do Haiti. O retorno haitiano à Copa acontece após mais de meio século de ausência e já trouxe visibilidade à fornecedora, que enfrentou um episódio de repercussão internacional antes mesmo do início da competição.

A Fifa solicitou alterações em um dos modelos desenvolvidos pela marca após considerar que elementos gráficos presentes na camisa poderiam ser interpretados como manifestação política. O uniforme fazia referência a Toussaint Louverture, figura central da Revolução Haitiana, retratada em uma obra do artista Edouard Duval-Carrié.

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