- Governo Federal estima investir entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão na Copa do Mundo Feminina 2027
- Planejamento inclui despesas com segurança, mobilidade, comunicação e operação do torneio
- Estimativa foi apresentada na data que marca um ano para o início da Copa Feminina do Brasil
O Governo Federal revelou a previsão de investimento para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho. Apesar da estimativa já estar definida, o valor final ainda passa por avaliações e deverá ser consolidado ao longo dos próximos meses.
A projeção foi apresentada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, durante um evento realizado em Miami que marcou a contagem regressiva de um ano para o início do torneio. Segundo ele, o planejamento considera despesas ligadas à operação do campeonato, incluindo áreas como segurança, mobilidade urbana, comunicação e demais demandas necessárias para a realização do Mundial de seleções.
“O governo brasileiro trabalha hoje com um planejamento para aportar recursos na Copa do Mundo. Estamos falando de toda estrutura de segurança, mobilidade, comunicação, redes e outros elementos operacionais. A estimativa é de um investimento entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão”, revelou Cordeiro.
Ao comentar os números, o ministro destacou que a estimativa ainda poderá sofrer alterações até a definição do orçamento oficial. De acordo com o líder do Ministério do Esporte, os cálculos atuais servem como referência para a organização da Copa e para a execução das ações previstas para o período.
“Isso só será confirmado efetivamente mais adiante, mas essa é a projeção inicial para viabilizar a realização do evento no Brasil”, acrescentou.
Existe, inclusive, a possibilidade de que o montante fique abaixo de R$ 500 milhões. A projeção divulgada pelo Governo Federal também não inclui os aportes que poderão ser feitos por estados e municípios envolvidos na competição.
Legado para o futebol feminino
Parte dos recursos previstos deverá ser direcionada à criação e modernização de estruturas voltadas ao futebol feminino. A proposta inclui espaços dedicados ao desenvolvimento de atletas e iniciativas que ampliem as condições de treinamento da modalidade no país.
“Há alguns investimentos em infraestrutura, como a construção de centros voltados especificamente para a formação de jogadoras de futebol. Além do legado sociocultural, que passa por uma mudança de mentalidade para aproximar o futebol masculino e o feminino, teremos também esse legado estrutural, com a criação de centros de treinamento de referência para a prática do futebol feminino no Brasil”, acrescentou Cordeiro.
Enquanto o Governo Federal trabalha em seu planejamento, a Fifa prevê investir US$ 800 milhões no campeonato. O torneio será disputado em oito cidades que já receberam partidas da Copa do Mundo masculina de 2014: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Salvador e Fortaleza.
A distribuição oficial dos confrontos ainda será anunciada, mas a tendência é que a partida de abertura aconteça em São Paulo, enquanto a decisão seja realizada no Maracanã. A diferença entre os investimentos públicos previstos para os dois eventos está diretamente ligada ao cenário atual do país. Em 2014, os gastos públicos giraram em torno de R$ 30 bilhões, impulsionados por obras de transporte, mobilidade urbana e construção ou modernização de estádios.
“Esse trabalho, toda essa logística de preparação do País para a Copa do Mundo, acontece há bastante tempo. O Brasil está preparado. A infraestrutura que ficou como legado de 2014 está pronta. Nós temos oito cidades-sede espalhadas pelas cinco regiões do País”, explicou o Ministro do Esporte.
Os efeitos na economia e no turismo
Além da preparação operacional, o governo busca mensurar os possíveis efeitos econômicos do Mundial de seleções. Para isso, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) iniciou um estudo que pretende avaliar os reflexos do torneio em diferentes setores da economia e do turismo nacional.
“Estamos falando da movimentação do turismo, da rede hoteleira, dos restaurantes e de toda a cadeia econômica envolvida”, concluiu Cordeiro.
As declarações foram feitas justamente no dia em que começou oficialmente a contagem regressiva de um ano para a realização da Copa de 2027. O evento reuniu representantes da Fifa, do governo brasileiro e profissionais ligados ao desenvolvimento da modalidade.
Além de Paulo Henrique Cordeiro, participaram da cerimônia Jill Ellis, ex-treinadora bicampeã mundial e atual responsável pelo escritório de futebol feminino da entidade que comanda o futebol, e Aline Pellegrino, diretora de legado e relações institucionais da Copa do Mundo Feminina no Brasil, entre outros profissionais envolvidos na organização do torneio.
Até a abertura da competição, governo, a Fifa e as cidades-sede seguirão avançando nos preparativos e na definição dos detalhes operacionais do Mundial.






