Copa do Mundo 2026

Haiti altera uniforme para a Copa do Mundo após exigência da Fifa

Entidade máxima do futebol solicitou mudanças no design original da camisa, que havia sido criada como homenagem à história e à cultura haitiana

Haiti tem que mudar uniforme “político” para Copa do Mundo após pedido da Fifa

10 de junho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • O Haiti estreará na Copa do Mundo de 2026 com um uniforme diferente do planejado inicialmente após ajustes solicitados pela Fifa.
  • A Saeta afirmou que o desenho original tinha caráter cultural e histórico, mas alguns elementos foram considerados passíveis de interpretações incompatíveis com o regulamento.
  • A classificação para o Mundial impulsionou a procura pelas camisas da seleção, enquanto a fornecedora enfrenta desafios para atender à demanda no país.

A histórica participação do Haiti na Copa do Mundo de 2026 será marcada por uma mudança de última hora fora das quatro linhas. A seleção caribenha entrará em campo com um uniforme diferente daquele originalmente concebido para o torneio após a Fifa solicitar alterações no projeto apresentado pela fornecedora esportiva Saeta.

De acordo com a empresa colombiana responsável pelo material esportivo da equipe, o desenho passou por revisões durante o processo de aprovação conduzido pela entidade que administra o futebol mundial. Segundo a fabricante, alguns elementos gráficos presentes na proposta inicial poderiam receber interpretações distintas dentro das normas que regulam os equipamentos utilizados nas competições organizadas pela Fifa, levando à necessidade de ajustes.

A Saeta destacou que o conceito da camisa foi desenvolvido como uma celebração da identidade nacional haitiana, com referências à trajetória histórica e cultural do país. A companhia ressaltou que a proposta não possuía qualquer intenção de transmitir posicionamentos políticos. A Fifa, por sua vez, não se pronunciou publicamente sobre o caso.

A discussão em torno dos uniformes haitianos não é inédita. Nos últimos meses, diferentes peças ligadas às representações esportivas do país estiveram no centro de debates relacionados à utilização de símbolos históricos e culturais. Em uma das situações mais recentes, os trajes criados para a delegação haitiana dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 precisaram ser modificados após questionamentos envolvendo as regras internacionais sobre mensagens de natureza política, religiosa ou racial.

Na ocasião, o design incluía referências a Toussaint Louverture, figura central da Revolução Haitiana e um dos principais personagens da luta pela independência do país. A representação foi inspirada em obras do artista Edouard Duval-Carrié e acabou gerando discussões sobre os limites entre homenagem histórica e manifestação política em eventos esportivos internacionais.

Também durante a campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo, alguns modelos utilizados pela seleção despertaram interpretações variadas entre torcedores e observadores. Elementos gráficos presentes nas peças foram associados por parte do público a símbolos tradicionais ligados à cultura haitiana, enquanto outras versões faziam menção a episódios históricos da independência nacional.

Apesar das alterações, a expectativa em torno da estreia permanece elevada. O porta-voz da Federação Haitiana de Futebol, Thecieux Jeanty, confirmou que a equipe utilizará a versão revisada do uniforme no confronto contra a Escócia, marcado para o próximo sábado (13), em Boston.

Integrante do mesmo grupo do Brasil, o Haiti enfrentará a Seleção Brasileira em 19 de junho, na Filadélfia, antes de encerrar sua participação na fase inicial diante do Marrocos, em 24 de junho, em Atlanta.

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