Inovação

IA recria Maradona em ação para a Copa do Mundo e gera polêmica na Argentina

Comercial utilizou uma versão jovem do ídolo para promover a BetWarrior e provocou críticas de torcedores nas redes sociais

Foto: Reprodução

18 de junho de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A utilização da imagem de Maradona por meio de inteligência artificial em campanha durante a Copa do Mundo provocou forte reação na Argentina
  • O ídolo argentino voltou a aparecer na televisão, desta vez como protagonista de uma ação promovida pela plataforma de apostas BetWarrior
  • A peça foi veiculada durante os intervalos de hidratação das partidas do torneio e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais

A utilização da imagem de Diego Maradona por meio de inteligência artificial em uma campanha de apostas esportivas durante a Copa do Mundo provocou forte reação na Argentina e reacendeu debates sobre os limites éticos do uso de figuras públicas após a morte.

Quase seis anos depois de seu falecimento, o ídolo argentino voltou a aparecer na televisão, desta vez como protagonista de uma ação publicitária promovida pela plataforma de apostas online BetWarrior.

No comercial, uma versão jovem de Maradona surge falando diretamente para o público e associando características como coragem, personalidade e ousadia ao universo das apostas.

A peça foi veiculada durante os intervalos de hidratação das partidas do torneio e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação do país.

A controvérsia, no entanto, não se concentrou na tecnologia empregada para recriar a imagem do ex-jogador, mas na mensagem transmitida pela campanha.

Parte dos torcedores e admiradores de Maradona considerou inadequado vinculá-lo à promoção de apostas esportivas, argumentando que o conteúdo contraria posicionamentos que ele demonstrou ao longo da vida, especialmente em temas relacionados à juventude e aos riscos de comportamentos compulsivos.

Nas redes sociais, usuários classificaram a propaganda como “lamentável”, “desrespeitosa” e incompatível com o legado deixado pelo camisa 10. A repercussão negativa ampliou o debate sobre o uso de inteligência artificial para recriar personalidades falecidas em ações comerciais.

O episódio ocorre em um momento de crescente preocupação com o avanço das apostas esportivas na Argentina. Dados citados pelo jornal espanhol El País, com base em levantamento do Unicef, indicam que um em cada quatro adolescentes argentinos já realizou algum tipo de aposta, apesar de a atividade ser proibida para menores de 18 anos.

Apesar das críticas, a campanha foi realizada com autorização legal. De acordo com Fernando Burlando, advogado que representa Dalma e Gianinna Maradona, filhas do ex-jogador, a utilização da imagem do ídolo recebeu o aval dos herdeiros.

Ainda assim, a ação segue gerando discussões sobre responsabilidade, memória e os limites da exploração comercial de figuras históricas por meio de tecnologias de inteligência artificial.

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