- A política de "clean venue" adotada pela FIFA para a Copa do Mundo vem gerando situações curiosas nos estádios que recebem partidas do torneio
- Heinz e Lumen aproveitaram a ocultação de seus logotipos nos estádios para gerar engajamento e ampliar a conversa nas redes sociais
- Grande parte dos estádios do torneio possui acordos de naming rights com empresas que não integram a lista oficial de patrocinadores da Copa
A política de “clean venue” adotada pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026 vem gerando situações curiosas nos estádios que recebem partidas do torneio.
Com a exigência de ocultação de marcas que não integram o quadro oficial de patrocinadores, empresas afetadas pela medida decidiram reagir com criatividade e transformar a restrição em estratégia.
Após chamar atenção ao explorar a retirada de sua identidade visual no Levi’s Stadium, a Heinz entrou na conversa digital com uma dose de humor. A empresa divulgou imagens mostrando embalagens de seus produtos com os logotipos cobertos por fitas adesivas em áreas relacionadas à competição.
Em publicação nas redes sociais, a marca ironizou a situação ao afirmar que tentaram silenciá-la, mesmo com seus produtos continuando presentes nos bastidores dos eventos.
A ação rapidamente ganhou repercussão entre usuários. A própria Levi’s, que dias antes havia viralizado ao comentar o apagamento temporário de sua marca em seu estádio homônimo, participou da interação, reforçando o tom descontraído adotado pelas empresas diante das restrições impostas pela FIFA.
O movimento também foi aproveitado pela Lumen Technologies. Ryan Asdourian, diretor de marketing da companhia, publicou um vídeo mostrando o processo de cobertura da marca Lumen em diferentes pontos do estádio de Seattle, que possui os naming rights da empresa.
No conteúdo, o executivo aparece colaborando de forma bem-humorada com a equipe responsável pelas alterações visuais exigidas para o torneio.
Ao longo da publicação, Asdourian destaca que a remoção temporária da identidade visual não altera a relevância da empresa nem sua posição no mercado global de infraestrutura digital.
A mensagem reforça que, mesmo sem exposição direta durante a competição, a marca permanece associada ao local e ao público que frequenta a arena.
As situações refletem um desafio para a FIFA nos Estados Unidos, onde grande parte dos estádios possui acordos de naming rights com empresas que não integram a lista oficial de patrocinadores da Copa do Mundo.
Além das marcas citadas, Mercedes-Benz, Gillete, BBVA, Banorte e MetLife, estão entre as companhias afetadas com o veto do torneio.





