Copa do Mundo 2026

Marcas transformam censura da FIFA em oportunidade durante a Copa

Heinz e Lumen aproveitaram a ocultação de seus logotipos nos estádios para gerar engajamento e ampliar a conversa nas redes sociais

Foto: Reprodução

23 de junho de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A política de "clean venue" adotada pela FIFA para a Copa do Mundo vem gerando situações curiosas nos estádios que recebem partidas do torneio
  • Heinz e Lumen aproveitaram a ocultação de seus logotipos nos estádios para gerar engajamento e ampliar a conversa nas redes sociais
  • Grande parte dos estádios do torneio possui acordos de naming rights com empresas que não integram a lista oficial de patrocinadores da Copa

A política de “clean venue” adotada pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026 vem gerando situações curiosas nos estádios que recebem partidas do torneio.

Com a exigência de ocultação de marcas que não integram o quadro oficial de patrocinadores, empresas afetadas pela medida decidiram reagir com criatividade e transformar a restrição em estratégia.

Após chamar atenção ao explorar a retirada de sua identidade visual no Levi’s Stadium, a Heinz entrou na conversa digital com uma dose de humor. A empresa divulgou imagens mostrando embalagens de seus produtos com os logotipos cobertos por fitas adesivas em áreas relacionadas à competição.

Em publicação nas redes sociais, a marca ironizou a situação ao afirmar que tentaram silenciá-la, mesmo com seus produtos continuando presentes nos bastidores dos eventos.

A ação rapidamente ganhou repercussão entre usuários. A própria Levi’s, que dias antes havia viralizado ao comentar o apagamento temporário de sua marca em seu estádio homônimo, participou da interação, reforçando o tom descontraído adotado pelas empresas diante das restrições impostas pela FIFA.

O movimento também foi aproveitado pela Lumen Technologies. Ryan Asdourian, diretor de marketing da companhia, publicou um vídeo mostrando o processo de cobertura da marca Lumen em diferentes pontos do estádio de Seattle, que possui os naming rights da empresa.

No conteúdo, o executivo aparece colaborando de forma bem-humorada com a equipe responsável pelas alterações visuais exigidas para o torneio.

Ao longo da publicação, Asdourian destaca que a remoção temporária da identidade visual não altera a relevância da empresa nem sua posição no mercado global de infraestrutura digital.

A mensagem reforça que, mesmo sem exposição direta durante a competição, a marca permanece associada ao local e ao público que frequenta a arena.

As situações refletem um desafio para a FIFA nos Estados Unidos, onde grande parte dos estádios possui acordos de naming rights com empresas que não integram a lista oficial de patrocinadores da Copa do Mundo.

Além das marcas citadas, Mercedes-Benz, Gillete, BBVA, Banorte e MetLife, estão entre as companhias afetadas com o veto do torneio.

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