- Marrocos empatou com o Brasil por 1 a 1 na estreia das duas seleções pelo Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
- Segundo o jornal francês L'Équipe, a seleção marroquina se tornou a primeira da história das Copas a atuar com 11 titulares nascidos fora do país que representa.
- Segundo o jornal francês L'Équipe, a seleção marroquina se tornou a primeira da história das Copas a atuar com 11 titulares nascidos fora do país que representa.
O Marrocos empatou com a Seleção Brasileira por 1 a 1 no último sábado (13), pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Atual sétimo colocado no ranking da FIFA e semifinalista do Mundial de 2022, a seleção africana segue consolidando seu lugar entre as principais forças do futebol internacional.
Além do resultado diante do Brasil, os marroquinos chamaram a atenção por uma marca inédita. De acordo com o jornal francês L’Équipe, o Marrocos se tornou a primeira seleção da história das Copas do Mundo a iniciar uma partida com os 11 titulares nascidos fora do país que representam.
No confronto disputado no MetLife Stadium, todos os jogadores da equipe titular nasceram no exterior: Bono (Montreal, Canadá), Noussair Mazraoui (Leiderdorp, Países Baixos), Issa Diop (Toulouse, França), Chadi Riad (Palma de Mallorca, Espanha), Achraf Hakimi (Madri, Espanha), Neil El Aynaoui (Nancy, França), Ayyoub Bouaddi (Senlis, França), Chemsdine Talbi (Sambreville, Bélgica), Bilal El Khannouss (Molenbeek, Bélgica), Samir El Mourabet (Estrasburgo, França) e Ismael Saibari (Terrassa, Espanha).
A marca reflete a forte presença da diáspora marroquina na Europa e a estratégia adotada pela Federação Marroquina de Futebol para atrair atletas com dupla nacionalidade. Grande parte dos jogadores nasceu em países como França, Espanha, Bélgica, Países Baixos e Canadá, mas optou por defender a seleção africana devido às suas raízes familiares.
Entre os principais nomes da equipe estão o goleiro Bono, o lateral-direito Achraf Hakimi e o lateral Noussair Mazraoui. Outros destaques da nova geração marroquina, como Bilal El Khannouss, Ismael Saibari, Chadi Riad e Neil El Aynaoui, também nasceram fora do território marroquino.
O fenômeno não é novidade para Marrocos. Na histórica campanha da Copa do Mundo de 2022, quando a seleção se tornou a primeira equipe africana a alcançar uma semifinal de Mundial, a maioria dos jogadores do elenco também havia nascido fora do país.
A aposta em atletas formados nas principais academias de futebol da Europa tem produzido resultados expressivos. Nos últimos anos, Marrocos deixou de ser apenas uma potência continental para se transformar em uma seleção capaz de competir de igual para igual com algumas das maiores equipes do planeta.
O empate diante do Brasil reforçou esse status e colocou novamente os marroquinos no centro das atenções do futebol mundial. Integrante do Grupo C, ao lado de Brasil, Escócia e Haiti, o Marrocos busca mais uma campanha histórica e mostra que a força de sua seleção vai muito além das fronteiras do país.





