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Nova regra coloca estratégia da Mercedes à prova na Fórmula 1

A partir desta segunda-feira (1), a FIA amplia critérios de verificação da taxa de compressão

Foto: Bryn Lennon - Formula 1 via Getty Images

02 de junho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Nova regra coloca estratégia da Mercedes à prova na Fórmula 1
  • A partir desta segunda-feira (1), a FIA amplia critérios de verificação da taxa de compressão
  • Mercedes venceu as cinco corridas disputadas na temporada 2026 até o momento

O GP de Mônaco do próximo domingo (7) terá um elemento extra nos bastidores da Fórmula 1. A partir desta segunda-feira (1), passa a valer uma alteração técnica que esteve no centro de uma das principais discussões da pré-temporada de 2026 e que pode impactar diretamente as equipes do grid.

A mudança está relacionada ao método utilizado para verificar a taxa de compressão dos motores. O tema ganhou relevância nos meses que antecederam o início do campeonato após questionamentos de concorrentes sobre uma solução adotada pela Mercedes. Com a atualização das regras, a equipe alemã deixa de poder utilizar um recurso que era debatido entre as fabricantes e dirigentes da categoria.

A discussão envolvia a chamada taxa de compressão dos cilindros do motor, responsável por determinar o nível de compressão da mistura de ar e combustível antes da combustão. Pelo regulamento que esteve em vigor nos últimos ciclos técnicos da F1, existia um limite estabelecido pela FIA para esse parâmetro, utilizado como referência durante as inspeções realizadas pela entidade.

Com a chegada da nova geração de motores, a regulamentação foi ajustada. Nesse cenário, a Mercedes encontrou uma solução que atendia às exigências durante as verificações tradicionais feitas pela FIA. Como os testes eram realizados em condições específicas, o conjunto utilizado pela equipe permanecia dentro dos parâmetros previstos pelo regulamento.

A controvérsia surgiu porque o comportamento do motor poderia ser diferente durante o funcionamento normal do carro na pista, visto que a solução adotada pela Mercedes poderia representar um ganho de até três décimos de segundo por volta. Como a situação não era abordada de forma clara pelas regras em vigor, a FIA entendeu inicialmente que não havia infração por parte da equipe alemã.

A pressão exercida por fabricantes como Ferrari, Audi e Honda levou a FIA a revisar os critérios de fiscalização pouco antes do início da temporada. A partir de agora, a entidade passará a realizar as verificações tanto em condições frias quanto em temperaturas mais próximas das encontradas durante a operação dos carros.

Caso algum motor apresente índices superiores aos permitidos nessas novas condições, a equipe poderá ser enquadrada por descumprimento do regulamento. Para 2027, uma nova alteração já está prevista, com a medição sendo feita exclusivamente com a unidade de potência em temperatura de funcionamento.

Por enquanto, não existe consenso sobre os efeitos práticos da mudança. A expectativa é acompanhar se a atualização terá impacto apenas na Mercedes ou também nas equipes que utilizam seus motores, como McLaren, Williams e Alpine.

Para o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, entretanto, a alteração dificilmente será determinante na disputa pelo campeonato, apesar das discussões que marcaram a pré-temporada.

“Eu não estou convencido de que a nova regra da taxa de compressão vai mudar completamente o jogo. A questão é que teremos o ADUO (motores deficitários) em algum momento – a introdução do ADUO será uma oportunidade para diminuirmos a diferença”, disse Vasseur.

O dirigente acredita que o mecanismo de auxílio aos fabricantes com desempenho inferior poderá ter impacto mais relevante no equilíbrio de forças da categoria.

Enquanto isso, a Mercedes segue como referência no início da temporada 2026. A equipe venceu as cinco corridas disputadas até o momento, sendo quatro com Kimi Antonelli e uma com George Russell, desempenho que a coloca na liderança do Mundial de Construtores.

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