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Novo acordo da WNBA prevê mais de R$ 80 milhões para ex-jogadoras aposentadas

Contrato coletivo prevê mais de R$ 5,7 bilhões em salários e benefícios até 2032

Foto: Divulgação/WNBA

02 de junho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A WNBA aprovou um novo acordo coletivo que prevê mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) em salários e benefícios para as atletas até 2032.
  • A liga distribuirá mais de US$ 14 milhões para cerca de 280 ex-jogadoras aposentadas, com pagamentos que podem chegar a US$ 100 mil (R$ 570 mil)
  • Impulsionada pelo contrato de mídia de US$ 3,1 bilhões, a WNBA amplia o reconhecimento às pioneiras da liga e reforça o crescimento do basquete feminino nos EUA.

A WNBA e a WNBPA (associação das jogadoras) chegaram a um acordo histórico que amplia significativamente os benefícios destinados às atletas da liga, incluindo medidas inéditas para ex-jogadoras aposentadas. Segundo o Front Office Sports, o novo Acordo Coletivo de Trabalho (CBA), que garantiu o início da temporada de 2026 dentro do calendário previsto, prevê mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões) em salários e benefícios até 2032 e é considerado um dos avanços mais importantes da história do basquete feminino profissional.

Entre as principais novidades está a criação do “Pagamento de Reconhecimento de Veteranas”, programa que garantirá pagamentos únicos de até US$ 100 mil (cerca de R$ 570 mil) para atletas aposentadas. A iniciativa distribuirá mais de US$ 14 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões) para cerca de 280 ex-jogadoras, reforçando o reconhecimento da WNBA às atletas que ajudaram a construir e consolidar a liga ao longo das últimas décadas.

Uma das mudanças mais celebradas do acordo envolve as ex-MVPs da liga. A partir de 2026, jogadoras aposentadas que conquistaram pelo menos um prêmio de Melhor Jogadora da WNBA passarão a receber automaticamente o valor máximo do programa, mesmo sem atingir o requisito anterior de 12 temporadas disputadas. A medida beneficia diretamente quatro lendas da modalidade: Cynthia Cooper, Yolanda Griffith, Maya Moore e Elena Delle Donne.

No caso de Cynthia Cooper, a alteração corrige uma situação considerada injusta por muitas ex-atletas. Principal estrela dos primeiros anos da WNBA, Cooper estreou na liga aos 34 anos e disputou apenas cinco temporadas, apesar de ter sido fundamental para a consolidação da competição. Antes da mudança, ela receberia apenas US$ 30 mil (cerca de R$ 171 mil) pelo programa. Agora, terá direito ao valor máximo previsto para as veteranas homenageadas.

A iniciativa acontece em meio ao forte crescimento econômico da WNBA. O novo contrato de direitos de mídia da liga, avaliado em US$ 3,1 bilhões (cerca de R$ 17,7 bilhões) por 11 anos, impulsionou um aumento significativo das receitas e abriu espaço para melhorias nos salários, nos programas de aposentadoria e nos benefícios oferecidos às atletas.

O impacto financeiro é expressivo. Quando a WNBA foi criada, em 1997, apenas as jogadoras mais bem remuneradas recebiam cerca de US$ 50 mil por temporada (aproximadamente R$ 285 mil). Com o novo CBA, o salário mínimo passa para US$ 270 mil (cerca de R$ 1,54 milhão), enquanto os vencimentos máximos podem chegar a US$ 1,4 milhão por ano (aproximadamente R$ 8 milhões), refletindo a valorização crescente do basquete feminino profissional nos Estados Unidos.

Além do aspecto financeiro, o acordo tem forte valor simbólico. O objetivo é reconhecer oficialmente a contribuição das atletas que ajudaram a desenvolver a WNBA em uma época de menor visibilidade e recursos. Para a associação das jogadoras, a iniciativa representa um passo importante na valorização do legado das pioneiras que abriram caminho para a expansão comercial, o aumento dos salários e o crescimento global da liga.

Tags:WNBA
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