- Olise descarta contratos com marcas para patrocínio de chuteira
- Craque francês vai na contramão de outros jogadores e prefere ter poder de escolha do que lucrar com parceiros e ter que usar determinado calçado
- Uso de modelos definidos pelas marcas é prática comum entre atletas patrocinados
Enquanto boa parte dos principais jogadores do futebol mundial mantém contratos milionários com fabricantes de chuteiras, Michael Olise segue um caminho diferente. O atacante da seleção francesa e do Bayern de Munique tem recusado propostas de empresas do setor, mesmo diante da possibilidade de receber valores elevados em acordos de patrocínio.
A decisão está ligada à liberdade de escolher qual modelo utilizar em cada partida. Sem vínculo com nenhuma marca, Olise prefere definir o calçado de acordo com o conforto e, em algumas ocasiões, também pela combinação com as cores do uniforme que veste em campo.
Essa preferência pode ser observada em diferentes jogos. Quando atua com o uniforme vermelho do Bayern de Munique, costuma entrar em campo com chuteiras da mesma cor. Já pela seleção francesa, adapta a escolha conforme o visual do uniforme. Na estreia da Copa do Mundo 2026, por exemplo, utilizou um modelo branco para acompanhar o conjunto formado por camisa azul, calções brancos e meiões vermelhos, priorizando a harmonia do visual, sem necessariamente seguir a cor dos meiões.
A autonomia para decidir o calçado é justamente o que faz o francês rejeitar ofertas de patrocínio. O cenário contrasta com o da maioria dos atletas de elite, que precisam utilizar os modelos definidos pelas marcas em razão dos contratos comerciais.
Na Copa de 2026, por exemplo, tornou-se comum ver diversos jogadores usando chuteiras rosas, uma escolha das fabricantes para dar visibilidade aos novos modelos. A estratégia também refletiu no mercado, com as vendas desse tipo de calçado registrando um aumento de quase 50% durante o Mundial de seleções.
Como não possui vínculo com nenhuma empresa do segmento, Olise fica fora dessa estratégia comercial e mantém a liberdade para definir o calçado que utilizará em cada partida. Segundo o ge, pessoas próximas ao jogador afirmaram ao jornal francês L’Equipe que ele não tem contrato e não tem o menor interesse em ter.
A postura contrasta com a realidade de outros atletas do futebol internacional. Um dos principais exemplos é Neymar Jr., que possui o maior contrato de patrocínio de chuteiras do mundo e recebe cerca de £ 23 milhões por temporada da Puma, valor equivalente a aproximadamente R$ 157 milhões na cotação atual.
Enquanto grande parte dos jogadores associa a escolha do equipamento aos acordos comerciais, Olise mantém a preferência por decidir, de forma independente, qual chuteira utilizar em cada partida.







