Copa do Mundo 2026

ONU faz alerta para onda de calor extremo no mata-mata da Copa do Mundo 2026

Documento cita final, quartas de final e disputa do terceiro lugar entre os jogos sob maior risco

Foto: Pontus Orre/Aftonbladet

30 de junho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • ONU faz alerta para onda de calor extremo no mata-mata da Copa do Mundo 2026
  • Documento cita final, quartas de final e disputa do terceiro lugar entre os jogos sob maior risco
  • Fifa implementou pausas para hidratação durante os jogos da Copa de 2026

A intensificação de uma onda de calor extremo nos Estados Unidos voltou a colocar as condições climáticas no centro das discussões sobre a Copa do Mundo de 2026. Um relatório divulgado pelo Secretariado das Nações Unidas para Mudanças Climáticas fez um novo alerta informando que as altas temperaturas representam um fator de risco para jogadores, torcedores, equipes de trabalho e demais pessoas envolvidas na competição.

A final da Copa, marcada para 19 de julho, na região de Nova York/Nova Jersey, está entre os jogos apontados pelo relatório como mais suscetíveis às condições de calor extremo. O estudo também inclui dois embates das quartas de final e o confronto válido pelo terceiro lugar entre aqueles que podem sofrer influência das condições climáticas ao longo da fase decisiva do torneio.

Ao analisar esse cenário, a ONU destaca que as mudanças climáticas têm ampliado a intensidade e a frequência de eventos meteorológicos extremos em diferentes regiões do planeta.

Para mensurar os impactos do calor sobre o organismo, o documento utiliza o índice de temperatura de bulbo úmido (WBGT), metodologia que considera fatores como temperatura ambiente, umidade relativa do ar, velocidade do vento e radiação solar para indicar o nível de estresse térmico ao qual uma pessoa está exposta.

Os dados apresentados mostram que, até o momento, 25 partidas da Copa do Mundo foram disputadas em dias classificados pelo índice WBGT como de alto risco para exposição ao calor. Em todas elas, os termômetros superaram os 28°C, faixa a partir da qual o sindicato internacional dos jogadores profissionais recomenda o adiamento das partidas ou a alteração dos horários de início para reduzir os riscos à saúde dos atletas.

O levantamento também chama atenção para a programação restante do torneio. Segundo a ONU, 26 dos 104 jogos previstos para a Copa de 2026 estão marcados para ocorrer em condições consideradas de calor extremo. Além disso, outras 97 partidas apresentam elevada probabilidade de registrar temperaturas capazes de afetar o rendimento esportivo, evidenciando que o tema poderá permanecer em discussão durante toda a competição.

Ao comentar o relatório, o secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, afirmou que a preocupação ultrapassa os limites do futebol. Segundo ele, o aquecimento global provocado pela emissão de gases de efeito estufa decorrentes da queima de combustíveis fósseis está diretamente relacionado ao aumento da frequência e da intensidade desses episódios de calor, cenário que exige respostas em diferentes setores da sociedade.

Dentro desse contexto, o estudo aponta que cidades localizadas no sul e no interior dos Estados Unidos, além de algumas sedes no México, estão entre as áreas mais suscetíveis às temperaturas elevadas. Municípios como Miami, Kansas City e Filadélfia aparecem entre os locais com maior probabilidade de registrar níveis de calor considerados perigosos, ampliando os desafios para atletas e exigindo medidas adicionais voltadas à proteção do público durante o restante da Copa do Mundo.

Pausas para hidratação na Copa de 2026

A discussão sobre as altas temperaturas também alcançou a organização da competição. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, a Fifa adotou duas pausas obrigatórias de três minutos para hidratação em cada partida, uma em cada tempo. Apesar da medida, os chamados “cooling breaks” têm sido alvo de críticas de técnicos e jogadores, que defendem sua utilização apenas em situações de calor excessivo.

O ponto debatido envolve o potencial comercial dessas interrupções, já que as pausas passaram a abrir novos espaços para publicidade. Estimativas indicam que esse formato pode gerar até US$ 500 milhões em receitas durante a Copa de 2026 e influenciar futuras negociações de direitos de transmissão no Brasil, incluindo o ciclo da Copa de 2030.

Em resposta às críticas, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a adoção das pausas tem como objetivo a proteção da saúde e o desempenho esportivo dos atletas.

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