Copa do Mundo 2026

Patrocinadores dos estádios da Copa do Mundo 2026 podem perder até US$ 134,8 milhões em exposição

Estudo aponta impacto da política comercial da Fifa, que elimina marcas dos estádios durante o torneio e reduz a visibilidade de empresas com contratos de naming rights.

14 de junho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Estudo estima perdas de até US$ 134,8 milhões em valor de mídia para patrocinadores dos estádios da Copa.
  • O MetLife Stadium lidera a projeção, com impacto estimado em US$ 20 milhões para a MetLife.
  • A expectativa de audiência recorde da Copa nos Estados Unidos amplia o valor da exposição perdida.

Os patrocinadores responsáveis pelos naming rights dos estádios que receberão partidas da Copa do Mundo de 2026 podem deixar de acumular até US$ 134,8 milhões em valor de mídia global.

A estimativa faz parte de um levantamento da consultoria Navigate, elaborado para o Sports Business Journal (SBJ), que analisou o impacto da política comercial adotada pela Fifa durante o torneio.

Pelas regras da entidade, todos os estádios utilizados na competição passam a adotar nomes oficiais definidos pela organização, enquanto logotipos, placas e demais referências comerciais dos patrocinadores são cobertos temporariamente. Como consequência, empresas que investem em contratos de naming rights deixam de aparecer nas transmissões e em diversos conteúdos relacionados ao Mundial.

Entre os casos mais impactados está o MetLife Stadium, palco da final e de outras sete partidas da Copa do Mundo. Segundo a projeção da Navigate, a seguradora MetLife pode deixar de gerar aproximadamente US$ 20 milhões em exposição de mídia durante o evento.

Outro exemplo citado é a AT&T, parceira da Federação de Futebol dos Estados Unidos desde 2013 e detentora dos naming rights do estádio do Dallas Cowboys. A empresa pode perder cerca de US$ 18 milhões em valor de mídia ao longo da competição. Já a Mercedes-Benz, que batiza a arena de Atlanta, aparece como a única companhia com sede fora dos Estados Unidos entre os patrocinadores diretamente afetados.

A consultoria destaca que a maior parte desse impacto financeiro está relacionada à ausência das marcas nas transmissões de televisão, às menções dos narradores e comentaristas e à exclusão dos patrocinadores em publicações nas redes sociais, plataformas digitais e coberturas jornalísticas. Durante a Copa, emissoras utilizarão exclusivamente as denominações oficiais definidas pela Fifa, como “Dallas Stadium”, sem referência aos patrocinadores.

Apesar das perdas estimadas, a expectativa de audiência reforça a dimensão da exposição que deixará de ser aproveitada. A Navigate projeta que os Estados Unidos registrem crescimento entre 30% e 40% na audiência em comparação com a Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar, elevando o público de cerca de 26 milhões para até 50 milhões de telespectadores.

O alcance nas plataformas digitais também deve atingir níveis históricos, ampliando ainda mais o potencial de visibilidade associado ao torneio.

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