Copa do Mundo 2026

Patrocinadores e FIFA estão sob pressão para suspender ações do ICE na Copa do Mundo 2026

ONGs cobram posicionamento de marcas globais diante de preocupações com fiscalização migratória durante o Mundial

Foto: Getty Images

12 de junho de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Human Rights Watch e a Sports & Rights Alliance pedem que patrocinadores da Fifa pressionem os Estados Unidos a suspender operações do ICE durante a Copa 2026.
  • Adidas, Coca-Cola e Visa já dialogaram com a entidade sobre direitos humanos, enquanto AB InBev, Aramco e Hyundai permanecem em silêncio.
  • O tema ganha força em meio às tensões entre o discurso de "Copa mais inclusiva da história", prometido por Infantino.

Duas organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, a Human Rights Watch e a Sports & Rights Alliance, passaram a exigir que empresas patrocinadoras da Fifa utilizem seu peso econômico para pressionar o governo norte-americano a suspender operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante a realização da Copa do Mundo de 2026.

A demanda central é que o ICE evite ações de fiscalização migratória em locais e eventos vinculados ao torneio, preservando o acesso seguro de torcedores, atletas e trabalhadores de diversas nacionalidades.

Algumas das marcas que financiam a Fifa já teriam iniciado conversas com a entidade a respeito de questões ligadas aos direitos humanos, entre elas Adidas, Coca-Cola, Lenovo, McDonald’s, Unilever e Visa. Por outro lado, companhias como AB InBev, Aramco, Bank of America e Hyundai ainda não retornaram os contatos das organizações.

O próprio ICE, em nota, afirmou que trabalhará de forma coordenada com autoridades locais e federais para assegurar a ordem durante o campeonato, com ênfase no combate ao tráfico de pessoas e na repressão à venda de ingressos e produtos falsificados. Mesmo assim, trabalhadores de estádios norte-americanos demonstraram apreensão com o cenário e conseguiram assegurar o direito de paralisação caso políticas migratórias sejam aplicadas durante as partidas.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, chegou a afirmar que a edição de 2026 seria “a mais inclusiva da história”. No entanto, a deportação do árbitro somali Omar Artan provocou uma onda de repúdio e colocou em xeque esse discurso.

Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT