- Pesquisa aponta que 94% dos brasileiros valorizam marcas ligadas à Copa do Mundo 2026
- Levantamento indica potencial para ações comerciais, entretenimento, iniciativas promocionais e relacionamento com consumidores durante o torneio
- Estudo mostra influência do Mundial na percepção de empresas, intenção de compra e hábitos de consumo dos brasileiros
A Copa do Mundo 2026 já faz parte do planejamento de empresas de diferentes segmentos e aparece como um dos principais temas para estratégias de relacionamento com consumidores nos próximos meses. Além da competição esportiva, o torneio surge como um ambiente para ações de marketing, experiências presenciais e iniciativas voltadas ao engajamento do público.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest aponta que a associação de marcas ao evento tende a gerar percepção favorável entre os consumidores brasileiros. Segundo o levantamento, 94% dos entrevistados acreditam que empresas ligadas à Copa obtêm ganhos de reputação. Entre as características mais citadas estão modernidade (76%), confiabilidade (72%) e proximidade com o consumidor (70%).
Os dados também indicam reflexos na intenção de consumo. De acordo com a pesquisa, 73% dos participantes afirmam que o patrocínio desperta interesse em conhecer produtos e serviços das empresas envolvidas com o torneio. Já 66% dizem que a ligação com a competição aumenta a disposição para realizar compras.
Para especialistas, o cenário abre espaço para iniciativas que vão além da publicidade tradicional, envolvendo entretenimento, experiências e interação com o público ao longo do período da competição.
“O evento movimenta consumo, entretenimento, encontros sociais e experiências coletivas que começam antes mesmo do primeiro jogo. O público quer participar, interagir e viver o clima do torneio, seja em ativações, eventos temáticos ou ambientes compartilhados. Para as marcas, isso representa uma oportunidade importante de gerar conexão emocional, ampliar presença e impulsionar consumo ao longo de toda a competição”, declarou Robson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard.
O comportamento dos consumidores também reforça a importância das experiências coletivas durante a Copa. Segundo o estudo, 64% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa, enquanto 27% acompanham as partidas na residência de amigos ou familiares. Entre os hábitos mais associados ao período estão reunir a família para assistir aos confrontos (72%) e realizar churrascos (59%).
Outro aspecto destacado pela pesquisa é o crescimento do comportamento multitela durante o consumo de conteúdo esportivo. Enquanto acompanham os jogos, 47% dos entrevistados conversam sobre as partidas pelo WhatsApp, 38% interagem com memes e publicações nas redes sociais e 30% acompanham estatísticas e informações em tempo real. Além disso, 29% afirmam utilizar aplicativos de entrega de comida durante as transmissões.
O levantamento mostra ainda que cada brasileiro conectado realiza, em média, 2,6 atividades digitais simultaneamente enquanto assiste aos jogos, evidenciando um ambiente de forte disputa pela atenção do público entre plataformas, conteúdos e anunciantes.
Quando o assunto é consumo de conteúdo relacionado à Copa, a televisão aberta permanece como principal meio de acesso, sendo citada por 72% dos entrevistados. Entre os canais digitais, YouTube (49%), Instagram (36%), aplicativos de notícias e resultados esportivos (23%) e TikTok (17%) aparecem entre os mais utilizados.
Já em relação às transmissões das partidas, a preferência dos brasileiros é liderada pela TV Globo, mencionada por 64% dos participantes. Na sequência aparecem CazéTV (47%), SporTV (33%), SBT (28%), GloboPlay (27%), N Sport (14%) e GETV (12%).
Os resultados reforçam a importância de estratégias integradas entre ambientes físicos e digitais durante a Copa de 2026. Para empresas e marcas, a combinação entre experiências presenciais, conteúdos digitais, promoções e interação em tempo real tende a ganhar espaço na disputa pela atenção e pelo engajamento dos consumidores ao longo do torneio.





