- Pela primeira vez desde 2016, a Premier League será disputada sem Pep Guardiola no comando do Manchester City.
- • Cinco dos seis integrantes do Big Six iniciarão a temporada 2026/27 com novos treinadores.
- Leonardo Bertozzi analisa os impactos da saída de Guardiola e a chegada de uma nova geração de técnicos ao futebol inglês.
A temporada 2026/27 da Premier League promete uma verdadeira dança das cadeiras nas comissões técnicas dos principais clubes ingleses. Até o momento, sete equipes já confirmaram mudanças no comando técnico, e esse número ainda pode aumentar antes do início da temporada.
Pela primeira vez desde 2016, a Premier League será disputada sem Pep Guardiola à frente do Manchester City, encerrando uma das eras mais vitoriosas e influentes da história do futebol inglês.
Durante seus dez anos no clube, Guardiola conquistou 20 títulos, incluindo seis Premier Leagues e uma Liga dos Campeões, além de revolucionar a forma como diversas equipes da Inglaterra passaram a enxergar o jogo. Sua saída simboliza o fim de um ciclo que ajudou a redefinir os padrões técnicos e táticos da principal liga do mundo.
Mas o espanhol não é o único protagonista das mudanças. O Manchester City apostará em Enzo Maresca para substituí-lo, enquanto o Chelsea será comandado por Xabi Alonso. O Liverpool inicia um novo projeto sob o comando de Andoni Iraola, o Manchester United efetivou Michael Carrick como treinador principal e o Tottenham seguirá com Roberto De Zerbi, contratado na reta final da última temporada.
A dimensão da renovação fica ainda mais evidente ao observar que cinco dos seis integrantes do Big Six iniciarão a temporada com treinadores diferentes daqueles que começaram a campanha anterior. Entre os gigantes ingleses, apenas o Arsenal manterá o mesmo comandante.
Neste cenário de transformações, o MKT Esportivo entrevistou o comentarista dos canais ESPN, Leonardo Bertozzi, para analisar os impactos da saída de Guardiola e o futuro da principal liga do mundo.

Para Bertozzi, a Premier League atual já é bastante diferente daquela encontrada por Guardiola quando desembarcou na Inglaterra em 2016. O comentarista destaca que o treinador espanhol transformou o futebol inglês, mas também precisou evoluir e se adaptar às soluções criadas pelos adversários ao longo dos últimos anos.
“Já é um futebol bem diferente do que ele encontrou. Guardiola influenciou em mudanças e também teve de se adaptar aos antídotos que os adversários criaram para enfrentá-lo”, comentou Bertozzi.
A observação ajuda a explicar por que a saída do treinador não representa necessariamente uma ruptura brusca na identidade da competição. Muitas das ideias implementadas por Guardiola foram assimiladas por diversos clubes da liga e continuam presentes mesmo após o encerramento de sua passagem pelo Manchester City.
Outro aspecto que chama atenção para a próxima temporada é a chegada de uma nova geração de treinadores. Nomes como Xabi Alonso, Enzo Maresca, Andoni Iraola e Michael Carrick assumirão projetos ambiciosos e serão observados de perto por torcedores e analistas.
Na avaliação de Bertozzi, o sucesso desses trabalhos dependerá principalmente da capacidade dos clubes de fornecerem jogadores compatíveis com as ideias dos treinadores. O comentarista entende que o mercado de transferências será determinante para o desempenho dos novos projetos e considera que Michael Carrick pode largar com uma pequena vantagem por já conhecer o ambiente da Premier League.
A estabilidade dos projetos também foi tema da entrevista. Para Bertozzi, os trabalhos de longo prazo continuam sendo o caminho mais seguro para alcançar sucesso na principal liga do mundo, embora existam exceções recentes, como a de Arne Slot, campeão logo em sua primeira temporada.
O Arsenal aparece como um dos principais exemplos dessa filosofia. Sob o comando de Mikel Arteta, os Gunners passaram por um longo processo de reconstrução antes de voltarem ao topo do futebol inglês, conquistando a Premier League 2025/26.
Em relação ao futuro tático da competição, Bertozzi acredita que a saída de Guardiola não representa necessariamente uma ruptura imediata, mas pode marcar o início de um novo ciclo dentro da Premier League.
“O futebol vive em ciclos. Hoje temos uma predominância de jogo direto e bola parada, mas muito pode mudar, dependendo de como a arbitragem se adequar a essa realidade”, concluiu.
Mesmo diante da saída de um dos treinadores mais influentes do futebol mundial, o jornalista não acredita que a Premier League sofrerá impactos significativos em sua popularidade global. Na visão dele, a força da competição está ligada à dimensão internacional de seus clubes e ao poder financeiro construído pela liga nas últimas décadas.
“A audiência da Premier League é consolidada e não depende de apenas um personagem. Os clubes são marcas fortes e têm torcedores no mundo inteiro, têm dinheiro para trazer os principais jogadores e técnicos”, afirmou.
Com a saída de Guardiola e a chegada de uma nova geração de comandantes, a Premier League inicia uma das temporadas mais simbólicas de sua história recente. O encerramento de um ciclo que ajudou a redefinir o futebol inglês abre espaço para novos protagonistas, novas ideias e uma disputa que promete manter a competição entre as mais atrativas do futebol mundial.





