- A Premier League decidiu não adotar as pausas para hidratação utilizadas na Copa do Mundo de 2026, alegando que o clima inglês não justifica a medida.
- A liga também recusou implementar a chamada "Lei Vini Jr.", mantendo os protocolos atuais para combater casos de discriminação.
- Em contrapartida, aprovou alterações no uso do VAR e na arbitragem para a temporada 2026/27.
A Premier League definiu uma série de mudanças para a temporada 2026/27 e optou por não seguir algumas das principais novidades testadas durante a Copa do Mundo de 2026. Entre elas estão as pausas obrigatórias para hidratação e a adoção da chamada “Lei Vini Jr.”, enquanto ajustes envolvendo o VAR e a arbitragem foram aprovados pelos clubes.
A decisão de não interromper os jogos para hidratação foi tomada após reuniões entre representantes das equipes e Howard Webb, diretor técnico da Professional Game Match Officials Limited (PGMOL). O entendimento foi de que as condições climáticas da Inglaterra raramente exigem esse tipo de medida.
Durante o Mundial disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, as pausas foram adotadas devido às altas temperaturas registradas no verão da América do Norte. Já as recomendações da Uefa preveem interrupções apenas quando os termômetros ultrapassam os 32°C, cenário incomum no futebol inglês.
Além da justificativa ligada ao clima, as pausas também abriram um debate sobre o aspecto comercial das transmissões. Em países como Brasil e Estados Unidos, as emissoras passaram a utilizar esse intervalo para inserir novos blocos publicitários, aproximando a dinâmica do futebol ao modelo tradicional das transmissões da NBA. Nos Estados Unidos, espaços de 30 segundos durante essas interrupções chegaram a ser comercializados por até US$ 1 milhão.
Embora parte dos torcedores tenha reagido com vaias às paralisações durante a Copa, a FIFA sustentou que a iniciativa teve como único objetivo preservar a saúde e o bem-estar dos atletas.
Enquanto descartou essas mudanças, a Premier League aprovou novidades relacionadas à arbitragem. A partir da próxima temporada, gols poderão ser anulados caso o VAR identifique faltas cometidas antes de cobranças de escanteios ou bolas paradas, buscando reduzir empurrões e disputas irregulares dentro da área.
Outra alteração permitirá que a tecnologia intervenha em situações envolvendo o segundo cartão amarelo quando houver um erro evidente, como uma advertência aplicada ao jogador incorreto ou uma infração inexistente. Por outro lado, os clubes rejeitaram ampliar a revisão do VAR para todos os lances de escanteio, avaliando que isso comprometeria a fluidez das partidas.
A liga inglesa também decidiu não incorporar a chamada “Lei Vini Jr.”, criada após o episódio de racismo sofrido pelo atacante brasileiro durante Benfica x Real Madrid, pela Champions League. A medida, utilizada na Copa do Mundo, prevê cartão vermelho para jogadores que cubram a boca durante discussões em campo.
Para a PGMOL e os dirigentes da Premier League, os protocolos atuais de combate à discriminação já oferecem ferramentas suficientes para lidar com esse tipo de situação, tornando desnecessária a criação de uma nova regra.





