- A PUMA começa a sinalizar uma retomada após um período de dificuldades financeiras que pressionaram sua performance nos últimos anos
- A marca alemã agora se apoia em uma nova estrutura acionária e em uma estratégia mais agressiva de expansão internacional para reverter o cenário
- Um dos principais motores dessa virada é a entrada da chinesa Anta, que adquiriu uma participação relevante de 29% na companhia
A PUMA começa a sinalizar uma retomada após um período de dificuldades financeiras que pressionaram sua performance nos últimos anos. A marca alemã agora se apoia em uma nova estrutura acionária e em uma estratégia mais agressiva de expansão internacional para reverter o cenário.
Um dos principais motores dessa virada é a entrada da chinesa Anta, que adquiriu uma participação relevante de 29% na companhia. Com esse movimento, a expectativa é de maior integração com o mercado asiático, especialmente a China, considerada peça-chave no plano de crescimento da empresa.
Segundo projeções do HSBC, a PUMA pode alcançar uma taxa de crescimento anual composta próxima de 23% entre 2026 e 2028, impulsionada principalmente pela expansão em mercados estratégicos e pela reestruturação comercial em andamento.
A presença da companhia na China, embora ainda relevante, perdeu participação nos últimos anos. O país respondeu por cerca de 7% das vendas no último exercício, abaixo dos 15% registrados em 2020. A meta, porém, é elevar essa fatia para aproximadamente 10% até 2028, refletindo uma retomada gradual da relevância do mercado chinês no portfólio global.
De acordo com análises do setor publicadas pela WWD e repercutidas pela mídia especializada, a estratégia da Anta para a PUMA passa pela consolidação de um modelo de vendas mais direto ao consumidor na China. A abordagem segue tendências já observadas em outras marcas do setor outdoor e esportivo, como Arc’teryx, Salomon e Wilson.
Atualmente, a empresa alemã opera cerca de 150 lojas próprias no território chinês, além de aproximadamente 770 unidades franqueadas. Essa estrutura é vista como um dos principais ativos para acelerar o crescimento no país, especialmente caso a estratégia de fortalecimento do varejo direto avance conforme planejado.
Nos resultados mais recentes, referentes ao primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou avanço de 20% no lucro líquido em relação ao ano anterior, totalizando € 51,9 milhões. Já a receita permaneceu praticamente estável, em € 1,86 bilhão, indicando uma fase de reorganização mais focada em rentabilidade do que em expansão imediata de vendas.





